A prisão de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, por suspeita de ter empurrado a influenciadora e miss Ana Luiza Mateus, de 29 anos, da janela do 13º andar de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta semana, não foi a primeira do histórico dele por violência contra a mulher. De acordo com a Polícia Civil, em outubro de 2025, Andreo foi preso por torturar, estuprar e manter uma ex-namorada em cárcere privado.
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A mulher teria tido traumatismo por causa das agressões, que aconteceram no Mato Grosso do Sul, estado de onde Endreo é natural. A vítima afirmou, em depoimento que também foi enforcada por um cinto por ele, motivo por ciúme. A ex-namorada de Endreo também perdeu parcialmente a visão de um dos olhos.
Segundo a mulher, o homem a dizia que ia “matá-la em uma fazenda” e que, depois, “a jogaria do alto de uma cachoeira”.
— Ele passou horas falando para mim as formas como ele ia me matar. Levei muito tempo para convencê-lo a me deixar ir a uma UPA, estava muito machucada. Ele permitiu, mas ficou com todos os meus pertences, até meu cachorro. Depois, sumiu. Só voltei a saber dele agora, com a notícia da Ana — afirmou a ex-namorada.
Quem era Ana Luiza, que concorria a miss Cosmo?
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Miss morreu após cair do 13° andar de prédio do RJ
Endreo e Ana Luiza estavam em um apartamento alugado quando, durante uma discussão, ele teria empurrado a jovem do 13° andar, na quarta-feira (22). O homem foi preso pela Delegacia de Homicídios da Capital depois de algumas horas e encontrado morto já dentro da prisão.
De acordo com pessoas próximas à miss, o casal se conhecia a cerca de três meses, com o início de namoro acontecendo no carnaval. À Ana, ele se apresentou com o nome do irmão, afirmando que era estudante de Medicina. Quando foi preso, Endreo manteve a identidade trocada.
Relação contubarda
Ao delegado Renato Martins, testemunhas afirmaram que os dois viviam uma relação conturbada, com discussões acontecendo durante a madrugada de quarta-feira (22). Endreo foi visto deixando o apartamento de forma agressiva, dando soco em uma das portas do condomínio e retornando depois. Uma nova briga se iniciou e, com o barulho, os vizinhos chamaram funcionários da portaria.
— Quando a gente chegou, ele estava chorando e ensanguentado ao lado da vítima. Ele foi até lá e mexeu na posição do corpo. Mexeu em diversas situações. Para nós, tudo isso foi feito para tentar despistar a perícia. Temos outros elementos e condições técnicas que demonstram que a vítima foi impulsionada para a queda — disse o delegado.
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Endreo havia dito em depoimento que sentia ciúmes de Ana Luiza e não aceitava a exposição nas redes sociais. Como miss, a vítima fazia publicidade de marcas, restaurantes e procedimentos estéticos para mais de 40 mil seguidores.
— Ele relatou que tinha ciúmes da vítima. Disse que ela era muito assediada e que ele não conseguia superar isso. Essa insegurança que ele tinha fazia com que ele tentasse restringir a vítima, que a tentasse controlar. Ele não gostava, inclusive, que a vítima saísse sozinha. Isso tudo acabou levando a esta tragédia — afirmou o delegado.






