Luana Machado Maraschi, de 22 anos, teve morte cerebral confirmada na quinta-feira (23), quatro dias após sofrer um grave acidente em Joinville. O carro em que ela estava foi atingido por outro veículo que, segundo a família, trafegava em alta velocidade pela Estrada Anaburgo. A batida aconteceu no último domingo (19) e Luana ficou gravemente ferida.

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A jovem era passageira do carro que era conduzido pela irmã, Camila Machado Maraschi, quando ambas foram surpreendidas por uma caminhonete. Conforme Camila, o outro veículo cruzou a preferencial na contramão e em alta velocidade, atingindo em cheio o automóvel onde elas estavam. Luana não teve ferimentos visíveis, mas teve morte cerebral por conta do impacto sofrido.

Segundo a família, o condutor do veículo que causou o acidente dirigia com manobras perigosas. Além disso, familiares também afirma que copos e vestígios de bebidas foram encontrados dentro do veículo.

— Havia indícios de ingestão de bebidas alcoólicas, pois no interior do veículo havia copos com bebida e o mesmo se recusou a fazer o teste do bafômetro. Testemunhas relatam que ele estava em uma cervejaria próxima e estava dirigindo de forma perigosa, fazendo ultrapassagem e em alta velocidade — conta Camila.

Luana foi socorrida, ficou internada por quatro dias, mas teve a morte cerebral confirmada na quinta-feira (23). Com a confirmação, a família decidiu doar os órgãos da jovem, que já havia manifestado em vida a vontade de ser doadora.

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Camila também se feriu e ficou dois dias no hospital. O motorista da caminhonete foi levado à unidade hospitalar por ter sido encontrado em estado de choque. Mas, Luana foi quem teve os ferimentos mais graves.

Agora, a família pede que uma investigação seja aberta para apurar a responsabilidade do motorista. 

— A família quer justiça pela perda de uma pessoa tão jovem, e solicita investigação do condutor da RAM, visto que o mesmo recusou o teste de bafômetro e tinha bebidas dentro do veículo. Que seja realizado também a verificação de câmeras de segurança para analisar a forma violenta que o mesmo estava dirigindo em uma rua rural de baixo tráfego e velocidade. Para que casos como esse não se repitam, pois não destrói apenas uma vida e sim uma família inteira — protesta Camila.

A Polícia Militar esteve no local do acidente e registrou um boletim de ocorrência. A Polícia Civil informou que já está realizando diligências preliminares para investigar o acidente.

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