A distância geográfica entre a residência do cidadão e os grandes centros hospitalares do país pode deixar de ser um obstáculo para os segurados da Previdência Social. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável ao Projeto de Lei 1439/25, que assegura a gratuidade em voos comerciais para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que necessitem se deslocar para realizar consultas, procedimentos cirúrgicos ou exames médicos indisponíveis em suas cidades.

Continua depois da publicidade

Como vai funcionar o custeio e a emissão das passagens

Pelo formato desenhado no projeto, o financiamento das viagens será assumido integralmente pelo governo federal, que repassará os valores de forma direta às empresas de aviação cadastradas no programa. O texto estabelece um teto de até R$ 200 por trecho, valor que inclui também a cobertura total das taxas de embarque aeroportuárias.

A concessão do benefício e regras específicas de utilização

Limite anual: cota de até dois bilhetes de ida e volta por ano para trajetos dentro do Brasil, com possibilidade de ampliação em casos extraordinários.

Continua depois da publicidade

Regra para acompanhantes: a gratuidade será estendida a um acompanhante caso o paciente possua idade superior a 70 anos, seja pessoa com deficiência ou apresente limitações físicas que exijam auxílio contínuo durante o percurso.

Comprovação via SUS e justificativa técnica

Para requerer a passagem sem custo, o aposentado precisará apresentar documento oficial de identificação com foto, extrato comprovando a aposentadoria pelo INSS, comprovante do agendamento médico no local de destino e um laudo emitido obrigatoriamente por profissional credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atestando a necessidade da viagem.

Continua depois da publicidade

A proposta é de autoria do deputado Neto Carletto (Avante-BA) e recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Bebeto (PP-RJ).

Em sua fundamentação, o relator destacou o papel estratégico da aviação para encurtar distâncias em episódios críticos de saúde.

Continua depois da publicidade

“O modal aéreo, nesses casos, torna-se não apenas uma alternativa, mas a única via viável para garantir a efetividade de políticas públicas de saúde”, ressaltou o parlamentar.

Etapas da tramitação na Câmara

Por tramitar em caráter conclusivo, a matéria não precisará ir ao Plenário se não houver recurso. O projeto segue agora para análise sequencial nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Continua depois da publicidade

*Editado por Nicoly Souza