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Patinetes são opção para fugir do trânsito em Florianópolis

Prefeitura da Capital, por meio de parcerias, aumentou a oferta dos equipamentos nas últimas semanas

08/02/2019 - 08h42 - Atualizada em: 14/02/2019 - 15h35

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Larissa
Por Larissa Neumann
(Foto: )

Seja para driblar o trânsito ou apenas para curtir um passeio, os patinetes elétricos caíram no gosto de moradores e turistas. A oferta do aluguel dos equipamentos por aplicativo começou em dezembro com cerca de 350 unidades distribuídos em ao menos 20 pontos apenas da região central de Florianópolis.

O sucesso do novo meio de transporte atraiu também o interesse de uma segunda empresa, que aumentou a oferta do serviço na Capital. A Yellow, que já atuava com o aluguel de bicicletas na Lagoa da Conceição, também firmou parceria com o poder público e, assim com a mexicana Grin, tem até o fim de fevereiro para disponibilizar patinetes, esses com detalhes em cor amarela.

Ao todo, a startup trouxe 300 equipamentos que estão espalhados na região Central, na Beira-Mar Norte, nas praias e no continente. A prefeitura estima que, até a primeira quinzena de janeiro, os equipamentos da Grin, que são os com detalhes em cor verde, eram compartilhados por até 1,8 mil pessoas por dia – cada equipamento tem entre cinco e seis usuários por dia. Ainda não há novos dados desde que a Yellow ampliou a atuação em Florianópolis.

O serviço do aluguel dos patinetes funciona em caráter de teste e foi autorizado pela prefeitura, que permitiu a circulação por 120 dias ao todo.

Bicicletas também estão disponíveis

Além dos patinetes, a Yellow também trouxe outras 250 bicicletas para rodarem em Florianópolis, ampliando o serviço para o Centro, Beira-Mar Norte. Ao todo serão ao menos 600 bikes disponíveis para aluguel, também via aplicativo. Os interessados podem comprar créditos de R$ 5 a R$ 40. O preço para uso é de R$ 2 por 20 minutos.

Os números positivos dos serviços de transporte alternativos impulsionaram o poder público a abrir para outras empresas.

— Essa autorização do poder público vale até o final de fevereiro. Depois vamos abrir o credenciamento para todas as empresas, que seguirem as regras, para poderem atuar. Daí a atuação é (válida) por dois anos — diz o secretário municipal de Cultura, Esporte e Juventude, Edmilson Carlos Pereira Junior.

Nos últimos dias, mesmo o sol estando quente demais para as 10h, havia uma movimentação considerada na Beira-Mar Norte. Fábio Reis, que mora no Itacorubi, aproveitou a manhã de folga com o filho Gustavo, de nove anos, para testar os patinetes pela primeira vez. A intenção, conta Fábio, é avaliar se é possível circular pela região com segurança.

— Moramos no Itacorubi, mas todas as aulas dele são no Centro. Seria uma facilidade (andar de patinete) por que é bem chato vir de carro de lá até para cá. Até tenho aonde deixar o carro por aqui (na Beira-Mar), mas fica longe do inglês e da aula de música dele — comenta.

Monitoramento da prefeitura

Atitudes como as de Fábio de querer circular pelo Centro servirão para indicar para a prefeitura de Florianópolis quais são os pontos que podem avançar na melhora da infraestrutura de ciclovias e ciclofaixas.

— Nos ajuda a entender onde, futuramente, podemos avançar nas ciclovias pois os equipamentos trabalham com GPS e têm relatório de geoprocessamento. Até agora a maior movimentação que observamos foi na Rua Esteves Júnior (Centro). Teremos estudos completos ao final da autorização provisória da empresa e daí poderemos entender e planejar o que vamos fazer em 2019 — detalha o secretário.

Aluguel por aplicativo é mais vantajoso

Florianópolis é, atualmente, a única cidade do Estado que possui os patinetes elétricos disponíveis para aluguel via aplicativo. A mesma empresa também opera em Curitiba, no Paraná, e no Rio de Janeiro e em São Paulo. No entanto, o que se percebe é a oferta o serviço em lojas físicas, principalmente no litoral norte. Em Balneário Camboriú, por exemplo, moradores e turistas já convivem há algum tempo com a movimentação em calçadões e ciclovias.

Na cidade, inclusive, o crescimento no interesse pelo meio de transporte durante o verão chegou a preocupar a Polícia Militar local, que questiona a segurança dos pedestres. Em Balneário Camboriú, o aluguel de um patinete por uma hora pode variar entre R$ 40 e R$ 60.

De acordo com o Gestor do Fundo Municipal de Trânsito de Balneário Camboriú (Fumtran), coronel Mário Cezar de Oliveira, atualmente não há nenhuma empresa de aluguel de patinetes por aplicativo no município. Em contrapartida, em Florianópolis o custo dos patinetes varia conforme o tempo de uso.

É possível acessar os patinetes via aplicativo Rappi. Basta baixar o aplicativo na Apple Store ou Google Play, clicar no ícone Grin e escanear o código da patinete. É cobrada uma taxa fica de R$ 3 mais R$ 0,50 para cada minuto rodado. Ficar com o patinete uma hora custaria R$ 33.

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