Um estudo publicado recentemente na revista BMC Musculoskeletal Disorders traz novas evidências de que o ciclismo recreativo ajuda a retardar o envelhecimento muscular em homens. Utilizando tecnologia de ressonância magnética 3D, pesquisadores compararam a saúde muscular de ciclistas com voluntários fisicamente inativos, ambos com média de idade de 49 anos.
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Os resultados mostram que os ciclistas possuem níveis significativamente menores de infiltração de gordura intramuscular (FMI) em comparação ao grupo sedentário. No músculo glúteo máximo, fundamental para a mobilidade e potência, o índice de gordura nos ciclistas foi de 14,8%, enquanto nos inativos esse número saltou para 21,6%.
“Estes resultados sugerem que o ciclismo pode ajudar a preservar a massa e a composição muscular em homens de meia-idade”, destacam os autores liderados por Martin A. Belzunce. A preservação da qualidade muscular é considerada um fator crucial para evitar a sarcopenia, a perda progressiva de massa e função muscular ligada à idade.
Diferença na estrutura física
Além de menos gordura entre as fibras, os ciclistas apresentaram músculos maiores e mais “enxutos”. Quando os dados foram normalizados pela massa corporal, os praticantes de pedal exibiram um volume muscular superior tanto no glúteo máximo quanto no glúteo médio.
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A pesquisa focou em homens que pedalaram mais de 7.000 km no último ano e que praticam a modalidade há pelo menos 15 anos, em média. Já o grupo inativo era composto por voluntários que não praticavam esportes há cerca de 27 anos.






