nsc
santa

Economia

Pedro Machado: multinacional desativa linha de produção e demite 160 pessoas em Indaial

16/03/2017 - 12h33 - Atualizada em: 16/03/2017 - 12h36

Compartilhe

Por Redação NSC
(Foto: )

A multinacional Bellota anunciou nesta quinta-feira o encerramento da linha de produção de ferramentas da sua fábrica no Brasil, localizada em Indaial. Com a decisão, cerca de 160 funcionários foram demitidos. A empresa continua operando na cidade uma linha de componentes para máquinas agrícolas, que emprega em torno de 50 pessoas.

:: Leia mais notícias do colunista Pedro Machado

A advogada da empresa, Mariana Zardo, diz que a medida já vinha sendo estudada desde 2015 e se deve a um processo de reestruturação da companhia. A linha desativada, que produzia equipamentos para jardinagem, agricultura e construção - como pás, enxadas, rastéis e martelos -, acumulou um prejuízo de R$ 60 milhões ao longo dos últimos anos. O comando internacional da Bellota estava cobrindo o rombo, mas a recessão da economia e problemas internos de gestão agravaram a situação da operação local, que acabou se tornando insustentável.

A advogada garante que todos os funcionários desligados receberão seus direitos dentro do prazo legal. As rescisões começam a ser feitas no dia 21. Mesmo com os trabalhadores já dispensados do serviço, a empresa, segundo Mariana, vai bancar cestas básicas e planos de saúde para todos por mais três meses.

Em breve a companhia deve definir o que vai fazer com a parte do parque fabril agora ociosa com a redução da operação.

Aposta no agronegócio

A Bellota foi fundada em 1908 na Espanha e chegou ao Brasil em 1998, ano em que comprou a Viat Ferramentas, em Indaial. Em 2014, o grupo foi adquirido pela canadense NAT Tools. Hoje, além da unidade brasileira, o grupo está presente em mais de uma centena de países e tem fábricas na Espanha, Estados Unidos, México, Colômbia, Dinamarca e Índia.

Apesar da medida drástica tomada agora, a empresa ainda tem planos para o país. A aposta é na linha de componentes para máquinas agrícolas, mantida na planta do Vale, e que tem na multinacional John Deere, fabricante do setor, o seu principal cliente. De acordo com Mariana, esse negócio tem potencial para crescer 50% até 2020, inclusive com geração de novos empregos.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Política e Economia

Colunistas