As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no interior do Maranhão, completaram duas semanas neste domingo (18). A procura é feita por mais de 1 mil pessoas, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros do Pará e do Ceará, Exército, Marinha, voluntário e apoio de cães farejadores. Anderson Kauã, de 8 anos, que também estava desaparecido, foi resgatado no dia 7 de janeiro. Com informações do g1.

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O tio das crianças, José Henrique Cardoso Reis, contou que viu os três todos juntos por volta das 13h30min e pediu para que eles voltassem para casa. Foi por volta das 16h que a avó chamou as crianças, mas ninguém respondeu. O avô, José Reis, disse que é comum as crianças irem até as casas vizinhas, já que a comunidade é pequena, com cerca de 250 moradores, mas rapidamente perceberam que não era esse o caso.

Os moradores, então, entraram na mata para procurar pelas crianças, com os Bombeiros do Pará e do Ceará, Exército, Marinha e voluntários se juntando às buscas, com o auxílio de cães farejadores. Três dias depois, o primo das crianças foi encontrado por um carroceiro que colhia palha. Ele estava sem roupas, com cerca de dez quilos a menos, e foi levado imediatamente ao hospital.

O menino disse à polícia que tentou chegar até um pé de maracujá e que foi mandado de volta pelo tio, mas resolveu entrar na mata pelo lado contrário para não ser visto. Entretanto, acabou se perdendo dos primos. Segundo a Polícia Civil, ele não sofreu violência sexual.

Crianças passaram por “casa abandonada”

Cães farejadores que integram a força-tarefa de busca pelas crianças indicam que elas estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região do rio Mearim. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP).

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O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, informou que a casa foi descrita por Anderson Kauã após ser encontrado. A criança teria relatado que, em uma das noites em que estavam desaparecidos, chegou ao local com Ágatha e Allan, deixou os primos na casa e saiu em busca de ajuda. O menino foi encontrado pouco tempo depois.

O lago tem cerca de 300 metros quadrados, com aproximadamente 1 metro e 20 centímetros de profundidade. Na manhã deste domingo, a Marinha do Brasil passou a usar um equipamento subaquático.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o apoio da Marinha foi solicitado por causa do risco aos mergulhadores. A baixa visibilidade, árvores caídas e a forte correnteza dificultam o trabalho no rio. A extensão da busca no leito do rio não foi informada.