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Tráfico internacional

Pescadores de SC seguem presos na Espanha enquanto aguardam julgamento

Segundo a defesa, famílias ficaram sabendo das prisões pelas redes sociais; homens são suspeitos de tráfico internacional de drogas

26/01/2022 - 11h25 - Atualizada em: 26/01/2022 - 11h46

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Sabrina
Por Sabrina Quariniri
Cocaína foi encontrada em malas dentro da embarcação brasileira
Cocaína foi encontrada em malas dentro da embarcação brasileira
(Foto: )

Os três pescadores de Santa Catarina que foram presos em um barco que transportava 560 quilos de cocaína nas Ilhas Canárias, no último dia 19, seguem presos na Espanha. De acordo com Adilson Buzzi, advogado de defesa dos catarinenses, eles devem permanecer detidos provisoriamente até que sejam julgados pela justiça espanhola. 

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Os homens estão no centro penitenciário na Ilha de Tenerife. Buzzi explica que, como não existe um tratado internacional entre a Espanha e o Brasil, os suspeitos por tráfico internacional de drogas vão a julgamento no país onde teriam cometido o crime. 

A partir da denifição da setença, diz Buzzi, há a possibilidade de os homens pagarem a pena em Santa Catarina. Inclusive, no Presídio Regional de Joinville. 

- Assim que sair a setença, aí sim existe um tratado de extradição no processo de execução da pena. Aí vamos entrar com um pedido para que cumpram a pena no Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores - afirma. 

Familiares ficaram sabendo das prisões pelas redes sociais

Na tarde de terça-feira (25), a defesa se reuniu com familiares dos pescadores, moradores de Barra do Sul, que relataram ter conversado com os homens pela última vez no dia 15 de dezembro do ano passado. 

Desde a ligação, às 7h48, as esposas não tinham mais notícias dos maridos. Segundo o advogado, esta falta de contato por dias é até normal, já que, em alto mar, é difícil pegar sinal telefônico. Mas na noite do dia 19, as famílias foram surpreendidas. 

- Ficaram sabendo das prisões pelas redes sociais - destaca Buzzi. 

Pelo estado de choque em que estavam os familiares, o advogado acredita que o fato foi uma "aventura de primeira viagem" dos pescadores e que as famílias não estavam sabendo do que aconteceu. 

- As esposas tinham a informação de que eles levariam esta embarcação para o Rio Grande do Norte - contou o advogado, em entrevista à CBN Joinville. 

Neste momento, tanto a defesa quanto as famílias aguardam pelo julgamento e definição da pena, que não tem data prevista para acontecer. Segundo Buzzi, os homens estão bem e tiveram a integridade física respeitada pelas autoridades. 

Relembre o caso

Os três pescadores de Barra do Sul foram presos pela guarda espanhola em um barco que transportava 560 quilos de cocaína próximo das Ilhas Canárias, na Espanha. A embarcação era de Guaratuba (PR). 

Além dos três catarinenses, outros três brasileiros e um francês estavam no barco pesqueiro "Mestre Doca I", com 19 metros de comprimento. Todos eles foram detidos em uma operação conjunta com a Polícia Nacional e a Vigilância Aduaneira.

Segundo a Guarda Civil da Espanha, o barco pesqueiro realizou manobras evasivas e começou a fugir assim que percebeu a presença dos agentes da Vigilância Aduaneira. No momento em que embarcaram no navio pesqueiro, as autoridades perceberam uma grande quantidade de malas geralmente usadas para o tráfico de cocaina. 

De acordo com a Guarda Civil, a região é conhecida como "rota atlântica da cocaína", por ser usada por embarcações de pesca da América do Sul que transportam drogas pelo Atlântico até a Europa.

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