Você já ouviu falar em pescoço tecnológico? Essa condição, também chamada de tech neck, é cada vez mais comum entre pessoas que passam horas curvadas sobre telas de celulares, computadores e tablets.

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O problema resulta em dores no pescoço, ombros e até na coluna, consequência direta da postura incorreta ao usar dispositivos eletrônicos.

Com o aumento do tempo de exposição às telas, os músculos do pescoço ficam tensionados, os ombros caem para a frente e a pressão sobre a coluna cresce. O resultado é um desconforto que pode evoluir para dores crônicas, rigidez e até problemas nervosos que irradiam para braços e mãos.

Embora muitos não percebam os efeitos imediatamente, os impactos dessa sobrecarga se acumulam ao longo dos anos, afetando a qualidade de vida e exigindo mudanças de hábito.

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Pescoço tecnológico
A ‘doença’ silenciosa que seu celular está causando no seu pescoço (Foto: Reprodução)

O que é o pescoço tecnológico

O pescoço tecnológico é uma síndrome moderna associada ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Ao inclinar constantemente a cabeça para baixo, como ao checar mensagens ou trabalhar em frente ao computador, a postura causa tensão anormal nos músculos e articulações.

Essa pressão contínua sobre a coluna cervical pode levar a dores que se estendem da região do pescoço até as costas e ombros, além de provocar dores de cabeça. Em casos mais severos, a má postura pode até comprometer o suprimento nervoso, gerando formigamentos em braços e mãos.

Trata-se de um problema silencioso: jovens e adultos podem não perceber sintomas imediatamente, mas os efeitos se acumulam e tendem a se intensificar com o tempo, especialmente na vida adulta e na terceira idade.

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Como o problema evolui no corpo

A postura curvada para olhar telas aumenta o esforço sobre ombros, pescoço e parte superior das costas. Com isso, a coluna é submetida a pressões desiguais que prejudicam seu equilíbrio natural.

A longo prazo, essa sobrecarga pode desencadear fadiga musculoesquelética, dores na lombar e até rigidez crônica. Além do desconforto físico, a condição pode prejudicar a produtividade e a disposição no dia a dia, já que dores persistentes impactam diretamente o bem-estar.

O pescoço tecnológico, portanto, não é apenas uma questão estética de postura, mas um problema de saúde que exige atenção, especialmente diante da rotina digital intensa de grande parte da população.

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Sente dor no pescoço e ombros? A culpa pode ser do celular; veja como aliviar (Foto: Reprodução)

Estratégias de prevenção no dia a dia

Segundo especialistas da Mayo Clinic, em entrevista ao Jornal O Globo, pequenas mudanças de hábito podem reduzir significativamente os riscos associados ao pescoço tecnológico.

Ajustar a altura da tela, por exemplo, é essencial: o ideal é que ela fique alinhada aos olhos, a cerca de 50 a 76 cm de distância, evitando a inclinação constante da cabeça.

Outra recomendação é manter a postura correta: cabeça, quadris e coluna devem estar alinhados, enquanto os cotovelos permanecem em ângulo de 90 graus e os pés bem apoiados no chão. No caso do uso de celulares, embora seja mais difícil manter ergonomia, alongamentos frequentes e pausas ajudam a aliviar a tensão.

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Além disso, alternar posições ao longo do dia e adotar hábitos de movimento, como levantar-se para caminhar ou alongar-se brevemente, pode ser decisivo para manter o equilíbrio corporal e prevenir dores crônicas.

Pescoço tecnológico
O alerta da Mayo Clinic sobre a dor causada por telas (Foto: Reprodução)

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