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    Reflexo do coronavírus

    Petrobras faz novo corte e preço da gasolina cai 50% nas refinarias desde janeiro

    É a décima vez no ano que empresa faz redução

    14/04/2020 - 13h00

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    Por Folhapress
    Efeito coronavírus: Petrobras reduzirá nesta quarta-feira (15) o preço da gasolina em suas refinarias
    Efeito coronavírus: Petrobras reduzirá nesta quarta-feira (15) o preço da gasolina em suas refinarias
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    Pela décima vez em 2020, a Petrobras reduzirá nesta quarta-feira (15) o preço da gasolina em suas refinarias. O movimento acompanha a queda das cotações internacionais do produto em meio às medidas de isolamento para enfrentar o coronavírus em vários países. O preço do diesel também será cortado.

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    Segundo a estatal, o preço da gasolina cairá 8%. Em 2020, a queda acumulada já chega a quase 50%. Isto é, o preço da gasolina nas refinarias da estatal custará nesta quarta (15) quase a metade do valor vigente no início do ano. Nas bombas, o produto acumula queda de 8%.

    O repasse dos reajustes ao consumidor depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos, além de decisões dos governadores sobre os impostos estaduais, que variam de acordo com o preço na bomba. De acordo com a estatal, o valor cobrado pelas refinarias representa 19% do preço final da gasolina.

    O corte no preço do diesel será de 6%. É a nona redução de preços promovida pela Petrobras em 2020. Somando todos os ajustes o valor de venda do produto pelas refinarias da estatal está 35% mais barato do que no final de 2019.

    O repasse ao consumidor, que vinha lento antes das medidas de isolamento, se acelerou nas últimas semanas. Com gasolina mais barata, usar etanol hoje só é vantajoso em três estados: São Paulo, Goiás e Mato Grosso - a conta considera que etanol só é eficiente se custar até 70% do preço da gasolina.

    Na média nacional, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço do etanol equivalia a 68% do da gasolina na semana passada. Mas o valor é influenciado por São Paulo, maior mercado do país. Em 23 estados e no Distrito Federal, a relação é superior a 70%.

    Com menor competitividade e queda nas vendas pelas medidas de isolamento, o setor de etanol pede socorro ao governo, que estuda reduzir impostos e oferecer linhas de crédito para ajudar usinas de cana-de-açúcar. As medidas estão sendo discutidas nos ministérios da Agricultura e Economia.

    Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia reabriu debate sobre elevar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) cobrada sobre a gasolina. Além de ajudar o setor de etanol, a medida pode criar um colchão tributário para absorver aumentos de preços em tempos de petróleo caro.

    A queda abrupta dos preços dos combustíveis ocorre em um momento de forte baixa nas vendas também. Em evento pela internet no início do mês, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, falou que a demanda por gasolina caiu 60% após o início das medidas de isolamento. O mercado de diesel recuou menos, segundo distribuidoras, já que o transporte da safra agrícola e de cargas essenciais, como alimentos, permanece ativo.

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