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Investigação

PF faz operação contra fraudes no auxílio emergencial em SC e mais 13 estados

Foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão e 13 mandados de sequestro de bens

10/12/2020 - 07h39 - Atualizada em: 10/12/2020 - 13h37

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Por Guilherme Simon
Operação PF fraudes auxílio emergencial
Policiais federais cumpriram mandados em Joinville, no Norte Catarinense
(Foto: )

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação de combate a fraudes no auxílio emergencial com alvos em 14 estados brasileiros, entre eles Santa Catarina. A ação é batizada de Operação Segunda Parcela. Dois mandados foram cumpridos em Joinville, no Norte catarinense.

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A operação também ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Espírito Santo, Bahia, Tocantins, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Conforme a PF, no total são 42 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão, 13 mandados de sequestro de bens. A polícia também informou que foi determinado o bloqueio valores de até R$ 650 mil em diversas contas que receberam benefícios fraudados.

Em Santa Catarina, os dois mandados em Joinville foram de busca e apreensão. Segundo a polícia, relacionados a um grupo de pessoas que teriam recebido fraudulentamente dezenas de benefícios de auxílio emergencial.  

Ainda de acordo com a PF, a ação efetiva e integrada busca preservar o programa que teve mais de 60 milhões de beneficiados em razão da crise de saúde pública provocada pela pandemia de coronavírus. Aproximadamente 152 policiais federais participam da operação.

“O objetivo é desestruturar ações que causam graves malefícios ao programa assistencial e, por consequência, atingem à toda a parcela da população que necessita dos valores”, diz comunicado da Polícia Federal.

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Operação PF fraude auxílio emergencial
Polícia fez apreensões durante buscas em Santa Catarina
(Foto: )

Ainda conforme a PF, as medidas são parte de uma Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), da qual participam a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) o Ministério da Cidadania (MCid), a Caixa, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

A PF também informou que, a estratégia integrada detectou e bloqueou ou cancelou o cadastramento de 3,8 milhões pedidos irregulares.

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