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Florianópolis

Pinguins resgatados com lesões em praias de SC voltam ao mar após reabilitação

Soltura das aves ocorreu na manhã desta terça-feira (10) na Praia do Moçambique, em Florianópolis

10/12/2019 - 16h16 - Atualizada em: 10/12/2019 - 18h13

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Redação
Por Redação DC
No total, nove pinguins foram soltos
No total, nove pinguins foram soltos
(Foto: )

Um grupo de pinguins que havia sido resgatado nas praias de Santa Catarina com alguns ferimentos entre o meses de junho e outubro foram soltos em Florianópolis na manhã desta terça-feira (10). A soltura ocorreu na Praia de Moçambique. Antes de voltarem ao seu habitat natural, as aves passaram por reabilitação, sob os cuidados da R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

No total, nove pinguins foram soltos. Dois deles tinham sido resgatados em Florianópolis. Outros três na região de Laguna. Também foram resgatadas duas aves na região de Itapema e Bombinhas, outra em Garopaba e outra na Prainha, em São Francisco do Sul.

Em novembro, outro grupo de pinguins havia retornado ao ambiente natural, mas, segundo a médica veterinária, Janaina Rocha Lorenço, o segundo grupo precisou de um tempo maior de reabilitação, porque possuía lesões cutâneas, algumas causadas por interação com petrechos de pesca, que precisaram de mais tempo para cicatrizar.

Aves encontradas com ferimentos passaram por reabilitação
Aves encontradas com ferimentos passaram por reabilitação
(Foto: )

— Os pinguins possuem características fisiológicas específicas, como um menor aporte sanguíneo em extremidades corpóreas, portanto lesões cutâneas, por mais que sejam limpas diariamente, levam um tempo maior para cicatrização. — explica a veterinária.

Todos os anos, a partir do início do outono no hemisfério Sul, os pinguins-de-Magalhães, espécie que foi solta, deixam suas colônias na Patagônia e migram para o Norte, seguindo as correntes de água fria e os cardumes de peixes.

Em sua maioria, as aves são juvenis, estão em seu primeiro ano de vida e encaram pela primeira vez a longa viagem. Durante o trajeto, é comum que aves se percam dos bandos e tenham dificuldade em se alimentar. Algumas morrem e outras acabam chegando às praias com fraqueza, desidratadas, algumas com sinais de pneumonia, outras com sinais de afogamento por asfixia ou por interação com petrechos de pesca, o que demanda cuidados.

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Um grupo de nove pinguins voltou ao habitat natural
(Foto: )

Caso encontre um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue 0800 642 3341. Sua ajuda é fundamental para salvar vidas!

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