Clientes de bancos estão enfrentando dificuldades nesta quarta-feira (27) para fazer transferências via Pix. De acordo com o Downdector, sistema que monitora serviços online, havia mais de 239 ocorrências por volta de 12h30.
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Os bancos que receberam maiores reclamações na plataforma do Downdetector são:
- NuBank;
- Caixa Econômica;
- Bradesco;
- Banco do Brasil;
- Itaú;
- Santander;
- C6 Bank;
- Inter.
Nova regra do Pix vai unir boleto bancário e QR Code
Usuários reclamam nas redes sociais
As instabilidades no Pix geraram comentários nas redes sociais: “Nubank caiu? Não consigo mandar um pix”, escreveu uma pessoa no X. “To tentando enviar um pix do BB para o NuBank mas não tô conseguindo”, publicou outra.
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O que mudou na segurança do Pix
A recente sanção da nova Lei 15.397, de abril de 2026, veio acompanhada de uma série de dúvidas e desinformação nas redes sociais. A nova legislação, que endurece a punição para o uso de “contas laranja”, acabou sendo misturada com as diretrizes de segurança do Pix que já haviam entrado em vigor meses antes, em fevereiro. Essa proximidade de datas e de temas fez com que a internet unisse as duas medidas no mesmo caldeirão, gerando boatos infundados sobre cobrança de taxas, confisco de valores e até o risco de prisão por transferências cotidianas.
As regras de segurança que entraram em vigor no início de fevereiro expandiram as ferramentas de proteção do sistema financeiro, com atenção especial ao Mecanismo Especial de Devolução, o MED. Esse sistema foi criado justamente para permitir o bloqueio e a recuperação de valores em caso de golpes ou de engenharia social, crimes que registraram forte crescimento no país nos últimos anos.
Com a atualização, os bancos e as instituições financeiras ganharam o poder de bloquear de forma automática quantias consideradas suspeitas por um período de até 11 dias enquanto realizam uma análise detalhada da transação. Além disso, o sistema agora permite mapear o fluxo do dinheiro de forma mais rápida entre diferentes bancos. Isso significa que se um golpista transferir o dinheiro roubado para uma segunda ou terceira conta na tentativa de despistar o rastreamento, o mecanismo consegue identificar a rede e congelar os recursos antes que eles sejam sacados.






