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    Polícia Civil faz operação contra empresários e servidores suspeitos de desvios na Celesc

    Ação foi deflagrada na manhã desta quinta (5). Investigações apontam que desvios podem chegar a R$ 10 milhões

    05/12/2019 - 07h30 - Atualizada em: 05/12/2019 - 09h10

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    Por Guilherme Simon
    Celesc
    (Foto: )

    A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) uma operação contra um grupo suspeito de praticar desvios na Celesc, incluindo empresários e servidores públicos. No total, foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão e 49 de sequestro de veículos em seis cidades catarinenses: Florianópolis, São José, Itajaí, Blumenau, Orleans, Pescaria Brava, além de Curitiba (PR).

    A ação, chamada de operação Zero Grau, é realizada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor/Deic), em conjunto com o Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Lab/Deic). Segundo a Polícia Civil, o prejuízo identificado pela investigação foi de R$ 3,3 milhões, mas é possível que o rombo chegue a R$ 10 milhões.

    De acordo com as investigações, as fraudes ocorreram a partir de processos de caráter emergencial aprovados pela diretoria técnica da Celesc após eventos climáticos como vendavais e tempestades entre 2010 e 2011, nas regionais de Florianópolis, Joinville, Rio do Sul e Criciúma.

    No total, foram investigados sete ordens de serviços emergenciais, sendo que em pelo menos seis há indícios suficientes de que os serviços não foram prestados e o dinheiro foi desviado pelos servidores da Celesc e pelos empresários, conforme a Polícia Civil.

    A realização desses serviços foi demandada à Divisão de Infraestrutura de Telecomunicações (DVIT), responsável pela parte de infraestrutura física de telecomunicações, repetidoras, torres, postes, fibra óptica, além dos telefones corporativos, fixo e móvel.

    Esses processos de caráter emergencial eram montados pelo assistente técnico do diretor e pelo diretor do DVIT e, posteriormente, avalizados pelo diretor técnico da empresa à época.

    As referidas medidas cautelares foram expedidas pelo juiz da Unidade de Apuração de Crimes Praticados por Organizações Criminosas.

    O nome da operação Zero Grau é uma alusão à grande quantidade de notas fiscais frias emitidas por supostos serviços, os quais não foram realizados pelas empresas/empresários.

    Prestaram apoio na operação as 11 (onze) Delegacias de Polícia Especializadas da Deic, a Delegacia da Comarca de Orleans e as Divisões de Investigação Criminal de Blumenau e de Laguna.

    operação zero grau
    Dinheiro apreendido durante operação na manhã desta quinta-feira
    (Foto: )

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