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    Polícia fecha fábrica clandestina de ex-vereador de Luiz Alves e apreende 30 toneladas de produtos 

    Comércio ilegal de agrotóxicos e fertilizantes roubados ocorria há pouco mais de um ano, segundo apurou a Polícia Civil

    02/04/2020 - 20h02 - Atualizada em: 03/04/2020 - 06h07

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Produtos foram apreendidos na manhã desta quinta-feira
    Produtos foram apreendidos na manhã desta quinta-feira
    (Foto: )

    Um empresário e um ex-vereador foram conduzidos à delegacia por suspeita de receptação de fertilizantes, agrotóxicos e açúcar em Luiz Alves, no Vale do Itajaí. Conforme investigação da Polícia Civil, os envolvidos compravam as cargas roubadas, adulteravam os produtos e os revendiam a agricultores da região. Os policiais apreenderam 22 toneladas de açúcar roubadas no Paraná e cerca de 8 toneladas de fertilizantes na manhã desta quinta-feira (2).

    Após quase duas semanas de investigação, o delegado Osnei Valdir de Oliveira teve autorização da Justiça para cumprir um mandado de busca e apreensão em uma propriedade do ex-vereador, que atualmente trabalha como assessor na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

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    Conforme Oliveira, há indícios de que o ex-vereador fosse responsável por comprar os produtos roubados e, após as adulterações feitas na fábrica clandestina, revendê-los aos agricultores. O outro suspeito, por sua vez, comprou a carga de açúcar para a empresa dele, um alambique. Quando os agentes chegaram ao local, constataram que parte do produto estava sendo embalada com uma identificação diferente da original, para possível revenda.

    No imóvel do ex-vereador foram apreendidos os fertilizantes, embalagens vazias, balanças e documentos de contabilidade. Agora, o delegado pretende confirmar a origem dos produtos, o faturamento do comércio ilegal, quantas pessoas teriam comprado os materiais e quantas estariam envolvidas no esquema criminoso. A suspeita é que o crime ocorria há mais de um ano.

    - Os produtos passavam por um processo de adulteração para dar volume. Havia venda de agrotóxicos que não tem comercialização permitida no estado. Quem comprava sabia que o preço não era o de mercado, ainda mais sem nota fiscal - conta o delegado.

    Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia, mas não foram presos em flagrante por falta de uma prova, segundo Oliveira. De qualquer maneira, o inquérito foi instaurado. O ex-vereador permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Já o empresário teria confirmado saber da origem ilícita do açúcar.

    Eles devem ser indiciados por receptação. A polícia investiga também como o ex-vereador coordenava a chegada dos produtos. O foco dele seria a comercialização ilegal de agrotóxicos e fertilizantes. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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