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Polícia investiga sumiço de vacinas contra Covid-19 em posto de saúde de Apiúna

Frascos que seriam a primeira dose do imunizante para dez pessoas foram retirados da geladeira

17/03/2021 - 13h04 - Atualizada em: 17/03/2021 - 20h48

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Posto fica no Centro. Foto ilustrativa, tirada antes da pandemia.
Posto fica no Centro. Foto ilustrativa, tirada antes da pandemia.
(Foto: )

O sumiço de dez doses da vacina contra o coronavírus de um posto de saúde no Centro de Apiúna, no Médio Vale do Itajaí, virou caso de polícia na cidade. Funcionários perceberam o problema há uma semana, no dia 10, e alertaram a secretaria de Saúde, que registrou boletim de ocorrência. Nenhum suspeito foi identificado até o momento.

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Conforme a secretária municipal de Saúde, Marciane Ferrari, no final da tarde de quarta-feira (10) ela foi comunicada do desaparecimento dos frascos de dentro de uma geladeira. A equipe então acionou a Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar o caso. Servidores e pessoas que passaram pela unidade naquele dia estão sendo ouvidos na delegacia.

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Imagens das câmeras de segurança foram entregues às autoridades policiais, mas de acordo com o agente George Samagaia ainda não foi possível identificar algum suspeito. A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses: alguma pessoa de fora teria aproveitado para furtar as vacinas (na sala é feita a imunização de outras doenças, não só coronavírus, o que torna o movimento maior) ou algum funcionário subtraiu o material.

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— Todos os servidores que têm acesso à sala já receberam as duas doses da vacina — pontua Samagaia.

A prefeitura abriu sindicância para apurar os fatos internamente. Marciane lamentou o ocorrido e disse ser a primeira vez em 21 anos de profissão que vivencia algo do tipo.

— E isso não aconteceu em nenhum município da região, infelizmente fomos os primeiros. É muito difícil. Há tantos idosos aguardando a vacina. São dez doses a menos — lamentou.

Os frascos seriam a primeira dose para dez moradores. Além de identificar o autor, a polícia pretende descobrir o que foi feito com as vacinas. Além do furto ou peculato (quando é cometido por funcionário público), o responsável pelo desaparecimento pode responder por crime sanitário. Porém, Samagaia aguarda a conclusão do inquérito para definir quais os delitos cometidos. Ainda não há data para isso. Por lei, a investigação dura 30 dias, podendo ser prorrogada.

— É inadmissível vivenciar tudo que estamos e alguém fazer isso. Não é só um furto, é um crime contra a nossa saúde pública. É triste, mas vamos descobrir quem foi — garantiu o prefeito Marcelo da Silva.

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