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    Pomerode registra primeiro caso do ano de febre amarela em macaco no Estado

    Animal está vivo e em recuperação no Projeto Bugio, em Indaial, mas teve resultado positivo no teste para a doença, o que alerta a população para a vacinação 

    30/01/2020 - 20h52 - Atualizada em: 31/01/2020 - 08h43

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    Por Jean Laurindo
    Filhote de bugio da esquerda teve febre amarela confirmada, mas está vivo e acolhido no Projeto Bugio. Filhote da direita não resistiu - caso está em investigação
    Filhote de bugio da esquerda teve febre amarela confirmada, mas está vivo e acolhido no Projeto Bugio. Filhote da direita não resistiu - caso está em investigação
    (Foto: )

    Santa Catarina teve a confirmação do primeiro caso de macaco infectado pelo vírus da febre amarela em 2020. O caso ocorreu com um filhote de bugio encontrado na rua pela Polícia Militar Ambiental no dia 13 de janeiro, no bairro Testo Central, em Pomerode, no Vale do Itajaí.

    O animal foi recolhido e levado para o Projeto Bugio, em Indaial, um centro de pesquisas sobre os primatas. Foi coletada uma amostra de sangue, que foi submetida a exame. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, deu positivo para febre amarela.

    Segundo a Vigilância Epidemiológica de Pomerode, o animal continua vivo e está sendo tratado no Projeto Bugio.

    A informação acende um alerta porque os macacos são considerados uma espécie de termômetro sobre a existência do vírus da febre amarela em circulação – eles costumam ser as primeiras vítimas quando o vírus está presente em alguma região. No entanto, os macacos não transmitem o vírus para outros macacos ou para humanos – a doença é transmitida por mosquitos que estejam infectados com o vírus.

    Por conta disso, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para que as pessoas procurem a vacinação contra a febre amarela nos postos de saúde. Em Pomerode, em um raio de 300 metros de onde o animal foi encontrado, a Vigilância Epidemiológica vai procurar as pessoas para reforçar o aviso sobre a importância da imunização contra a doença.

    Primeiro caso comprovado em 2020

    Este é o primeiro caso de morte de primata comprovadamente por conta da febre amarela registrado nas cinco primeiras semanas de 2020. No ano passado, oito mortes de macacos por febre amarela foram confirmadas por exames. A última delas ocorreu no dia 31 de dezembro, mas foi confirmada por testes somente nesta quinta-feira (30).

    Além dos casos confirmados, um total de 176 mortes de macacos foram notificadas como possivelmente motivadas por febre amarela. Esse número é cerca de oito vezes maior do que as notificações registradas no início do ano passado, o que indica atenção à população sobre a possibilidade de uma maior circulação do vírus no Estado.

    Desse total de notificações, além das duas confirmações, um caso foi descartado, 117 foram apontados como causa indeterminada e 56 seguem em investigação.

    Na semana passada, a Dive-SC confirmou o primeiro caso de febre amarela em humano em Santa Catarina. O paciente, de 47 anos, é morador de São Bento do Sul, no Norte do Estado, e ficou internado em um hospital de Florianópolis. Foi o primeiro caso do ano e o terceiro em Santa Catarina.

    Vacinação é a única forma de se proteger

    A única forma de se proteger da febre amarela é por meio da vacinação. A febre amarela não é transmitida pelos macacos, nem de pessoa para pessoa. A transmissão acontece pelos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que picam os primatas. Nas áreas urbanas, a transmissão acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti, segundo a Dive.

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