A Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em um salto de rope jump sem cordas, neste sábado (13), foi palco de outro acidente com morte há dois anos. À época, a ciclista Kelly Alves caiu da estrutura ao encostar o pé na mureta de proteção e se desequilibrar.

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Maria Eduarda foi vítima de um erro dos três responsáveis pelo lançamento dela de uma altura de 40 metros. O trio não teria conectado o cabo de segurança ao corpo da jovem, que foi jogado sem nada. A prisão em flagrante deles por homicídio com dolo eventual foi convertida em preventiva neste domingo (14) pela Justiça.

Já Kelly caiu enquanto pedalava com o marido e um grupo de ciclistas. A ponte no limite entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, está abandonada há mais de 30 anos e é usada com frequência por ciclistas, corredores e praticantes de esportes radicais.

A segurança no local se tornou um jogo de empurra há anos. Depois do acidente da ciclista, o acesso chegou a ser fechado pela prefeitura de Limeira a pedido do governo do Estado, mas não adiantou. Agora, o município pretende processar a União por omissão.

A administração municipal alega que já havia enviado ofícios aos órgãos federais cobrando medidas de segurança, manutenção e controle de acesso à área, que apresenta riscos conhecidos há anos, mas nenhuma providência foi tomada.

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Como mostrou uma reportagem do g1, a ponte é de responsabilidade do Governo Federal. Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) disse estar “à disposição das autoridades para colaborar nas investigações”.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o local faz parte do patrimônio imobiliário da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e foi classificado como bem não operacional a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“A ponte do Esqueleto pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares. A transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026”, detalhou no texto.

“Triste fatalidade”, diz defesa

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três presos, afirmou que o rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público.

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O defensor informou ainda que a atividade deste sábado reunia cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma “triste fatalidade”, destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes.

O que é rope jump?