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    TEMPORADA 

    Por falta de estrutura, Florianópolis fica fora da rota de cruzeiros 

    Algumas sugestões foram apresentadas, mas nenhum dos projetos foi pra frente

    08/08/2019 - 09h17 - Atualizada em: 08/08/2019 - 10h10

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    Por Redação NSC
    O custo da construção de um pier adequado seria em torno de R$ 10 milhões, mas o município não tem condições de arcar com esta despesa.
    (Foto: )

    Mais uma vez a Capital de Santa Catarina vai ficar fora da rota de cruzeiros na próxima temporada de verão. As informações são da NSC TV.

    Eram 40 os requisitos exigidos, mas 17 deles não foram alcançados. A falta de infraestrutura em terra e o tempo de 30 minutos para deslocar os passageiros do navio até o trapiche, foram alguns dos fatores pelos quais a Capital não está inclusa na rota dos transatlânticos.

    Uma das soluções apresentadas foi o investimento na infraestrutura, mas a ideia não vingou. Segundo o chefe da unidade regional Maurício Medeiros de Souza, a Antaq não foi mais procurada:

    — A gente sabe que a prefeitura está se esforçando e está de fato empenhada em localizar uma alternativa para instalar um turismo de embarcação de cruzeiros aqui na ilha, mas consulta formal ainda não — relata Maurício.

    Outra solução seria construir um trapiche e um receptivo para os passageiros em Canajurê - praia localizada entre Canasvieiras e Jurerê, no Norte da Ilha, já que as condições marítimas no local são consideradas favoráveis. Ainda com esta opção não houve evolução.

    — Perde o município, perde o estado, perde muito em arrecadação de impostos. E a movimentação seja na via gastronômica, seja no comércio local, nós vamos ter uma perda substancial — falou o presidente da CDL de Florianópolis, Ernesto Caponi.

    Capital ficou para trás

    Outros dois municípios podem ser incluídos no roteiro antes mesmo de Florianópolis, disse o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, Marcos Ferraz.

    — A gente tá conversando com Penha. Estamos conversando com São Francisco do Sul novamente. Dependem de algumas coisas para acontecerem, como batimetria na região do porto, porque os navios são grandes e tem mais calado. A gente tá aguardando e conversando com as prefeituras pra tentar abrir novos destinos. Florianópolis sempre foi um sonho de consumo.

    O secretário da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Maurício Ventura, diz que há interesse em montar o equipamento que está faltando para os navios aportarem em Florianópolis, mas como os projetos não saem do papel, causam desconforto e insegurança para o lado jurídico.

    Atualmente

    Hoje a rota de cruzeiros do Estado é formada por Porto Belo, Balneário Camboriú e Itajaí, que vai retomar a operação em uma área comercial do porto enquanto um novo pier turístico não é construído.

    Com 28 escalas confirmadas para a próxima temporada, estima-se 109 mil passageiros desembarcando nas três cidades, movimentando mais de R$ 56 milhões.

    Posição da Prefeitura

    A prefeitura diz que para construir um pier de atracação adequado, o custo seria em torno de R$ 10 milhões, mas o município não tem condições de arcar com essa esta despesa, considerada de alto valor, e que desde o ano passado vem buscando parcerias na iniciativa privada.

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