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    Política

    Por onde andam os candidatos ao governo de SC meio ano após a eleição

    Pleito disputado em outubro de 2018 elegeu, em segundo turno, Carlos Moisés da Silva (PSL)

    12/04/2019 - 10h17 - Atualizada em: 15/04/2019 - 08h08

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    Larissa
    Por Larissa Neumann
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    As eleições para governador de Santa Catarina, em outubro do ano passado, foram disputadas por oito* políticos. Agora, meio ano depois do pleito, o Diário Catarinense mostra quais os atuais projetos de Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD), Ingrid Assis (PSTU), Jesse Pereira (Patriota), Leonel Camasão (PSOL), Mauro Mariani (MDB) e Rogério Portanova (Rede), adversários de Carlos Moisés da Silva (PSL), o preferido de 2.644.179 catarinenses.

    Décio Lima (PT)

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    É presidente estadual do PT em Santa Catarina. As discussões sobre uma possível sucessão do cargo devem iniciar em agosto, segundo Décio. O ex-deputado e ex-prefeito de Blumenau ponderou que, internamente, há um acordo para que ele siga no comando do partido. Até lá, está focado em construir as eleições municipais nas cidades onde o partido está organizado e também já se organiza para o pleito de 2022. Na vida pessoal, está atuando como advogado.

    O que faria diferente se fosse governador:

    "Teria interrompido as generosidades fiscais que sugam o povo catarinense em quase R$ 6 bilhões no orçamento. Estaria produzindo, com esses recursos, políticas públicas conforme eu havia debatido ao longo das eleições do ano passado. Teria extinto todas as ADRs, todas, literalmente, todas. Teria construído um novo processo de horizontalização no Estado com base das associações dos municípios nas 21 regiões de SC".

    Ficha

    Conquistou 460.889 votos no primeiro turno das eleições em 2018

    Nascimento: 1/10/1960, 58 anos

    Natural de: Itajaí

    Profissão: advogado e professor

    Escolaridade: superior

    Carreira política: vereador em Blumenau de 1993 a 1996, prefeito de Blumenau de 1997 a 2004, deputado federal de 2005 até 2018

    Gelson Merisio (PSD)

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    A reportagem tentou contato entre quarta e quinta-feira, mas não obteve sucesso. Conforme informações publicada pelo colunista Moacir Pereiro, no começo do mês, voltou à tona a especulação de que Merisio pode migrar do PSD, atual partido, para o PP, legenda que abriga os Amin e que apoiou a candidatura de Merisio ao governo. Se fala ainda que atualmente o parlamentar estaria trabalhando em uma empresa.

    Ficha

    Conquistou 1.121.869 votos no primeiro turno e 1.075.242 votos no segundo turno

    Nascimento: 31/6/1966, 52 anos

    Natural de: Xaxim (SC)

    Profissão: Administrador de empresas

    Escolaridade: Superior

    Carreira política: vereador em Xanxerê de 1989 a 1992 e deputado estadual de 2005 até 2018

    Ingrid Assis (PSTU)

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    Está atuando para construir uma central sindical e popular no CSP Conlutas e organizar uma luta por todo o Estado com as bases e categorias de trabalhadores. O objetivo, afirma, é promover uma grande greve geral contra a reforma da previdência e ataques aos direitos dos trabalhadores. Além disso, está envolvida em um projeto de militância com os povos indígenas Guarani na terra indígena no Morro dos Cavalos, em Palhoça. Ingrid afirma que tem participado de audiências e tem ido até Brasília para conversar com representante do STF para conseguir a homologação da terra indígena. Indígena, Ingrid conta que ainda ajuda na organização de questões educacionais no local.

    O que faria diferente se fosse governadora:

    "Faria totalmente diferente do que está sendo colocado em prática pelo governo Moisés, do PSL, que continua sendo um governo que governa para os grandes empresários, que não traz nada de novo por que se alia ao que há de mais velho e corrupto, que é a politica do MDB. Então, ao invés de fazer arrochos para pagar dívida pública, iríamos focar na construção de conselhos populares para conversar com as pessoas, explicar que não há necessidade de pagar uma dívida que não existe. Na verdade temos uma uma dívida social com o povo pobre e oprimido que vive em SC, que infelizmente só vem sendo atacado por esse governo que se dizia novo, mas que não mostra nada de novo. A população que de fato que gera as riquezas do Estado e do país é que deveria decidir para onde vai o dinheiro. Não é fazendo arrocho nas costas dos trabalhadores para pagar um dívida pública, que só vai aumentar o lucro dos banqueiros e dos grandes empresários, que vamos resolver a vida dos pobre de SC. Para isso precisa jogar na mesa o que esta acontecendo, o pagamento da dívida pública só serve para fazer isso. Enquanto o Estado não se conscientizar que tem uma dívida social com a classe trabalhadora, vai entrar governo e sair governo e viveremos a calamidade em todos os setores, saúde e educação em colapso, infraestrutura também. A nossa gestão enquanto PSTU seria totalmente diferente do que a do governo PSL junto com MDB. O povo que gera riquezas teria que ser escutado".

    Ficha

    Conquistou 9.944 votos no primeiro turno

    Nascimento: 29/10/1987, 31 anos

    Natural de: Manaus (AM)

    Profissão: professora

    Escolaridade: Superior

    Carreira política: nunca foi eleita para cargo público

    Jessé Pereira (Patriota)

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    Segue filiado ao Patriota. No fim do ano passado concluiu a faculdade de gestão pública, em Camboriú, onde mora. Afirma estar tocando projetos pessoais e aguardando respostas de novos projetos. No âmbito político, revelou ser pré-candidato ao cargo de prefeito de Camboriú. Segundo ele, a confirmação da candidatura ainda depende de algumas circunstâncias.

    O que faria diferente se fosse governador:

    "Até acho que ele (Moisés) está indo bem. A Reforma Administrativa é muito importante. Era um rumo que eu também estaria tomando. A princípio, estaria fazendo o mesmo que ele está, nada de novo vem na minha mente. A única coisa que eu tinha desejo, que até citei durante a campanha, de juntas os governadores do Sul e os senadores para fazer uma frente do Sul e ir brigar por um novo pacto federativo. Era um desejo do meu coração e era a única coisa que eu estaria, desde o primeiro dia de governo, lutando. Isso é uma ausência. É mais urgente que a previdência, que eu não sou muito favorável em alguns pontos".

    Ficha

    Conquistou 13.472 votos no primeiro turno

    Nascimento: 4/9/1979, 39 anos

    Natural de: Camboriú

    Profissão: vendedor

    Escolaridade: superior incompleto

    Carreira política: nunca foi eleito para cargo público

    Leonel Camasão (PSOL)

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    Segue no PSOL, partido ao qual é filiado há 10 anos. Está atuando como presidente municipal do partido em Florianópolis e também é assessor do vereador Afrânio Boppré (PSOL) na Câmara de Florianópolis.

    O que faria diferente se fosse governador:

    "Nestes primeiros 100 dias, não há claro ainda qual o projeto de Moisés para SC. Com toda a certeza, nossa reforma administrativa seria muito diferente, priorizando áreas como cultura, direitos humanos e políticas sociais. Extinguir a secretária de justiça e também a Sol são erros, na nossa avaliação. Na política fiscal, uma das primeiras medidas foi aumentar impostos sobre itens da cesta básica, como arroz e feijão. Para nós, as isenções fiscais precisam de um freio, mas devem ser retiradas em setores que não afetem diretamente a economia popular, como por exemplo, carros de luxo, fumo, agrotóxicos, entre outros".

    Ficha

    Conquistou 72.133 votos no primeiro turno

    Nascimento: 2/8/1986, 32 anos

    Natural de: São Paulo (SP)

    Profissão: Jornalista

    Escolaridade: Superior

    Carreira política: nunca foi eleito para cargo público

    Mauro Mariani (MDB)

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    Atualmente, está gerindo as duas fábricas que possui, uma de móveis e outra de tintas. Reafirmou que não tem mais interesse em disputar eleição, mas que segue na política para ajudar as pessoas. Ponderou que os 22 anos de mandato consecutivos foram suficientes e que sai realizado para agora se dedicar a atividade privada. Mariani ainda é presidente estadual do MDB. O cargo deve ser entregue em maio, data da convenção do partido. O senador Dário Berger é cotado para assumir.

    O que faria diferente se fosse governador:

    "Não adianta falar em cima de acaso, isso não existe, não fui eleito. Logicamente que faria muita coisa diferente. Se eu fosse eleito seria totalmente diferente. Santa Catarina precisa de uma gestão eficiente, um empreendedor para gerir o Estado. Infelizmente o Estado mais empreendedor do Brasil apenas pessoas oriundas do serviço público foram governador.Nenhuma pessoa da iniciativa privada chegou ao governo, infelizmente. Sempre alguém ligado ou oriundo ao serviço público, servidores públicos ou se fizeram por dentro do serviço público. Alguma coisa está errada. Não é fácil o cara que não conhece o quanto dói uma saudade, o quanto é difícil produzir, pagar imposto. É uma visão diferente. SC tem, na minha opinião, esse defeito de DNA. Precisávamos de alguém que fosse a cara de SC, mas infelizmente o serviço público domina SC de forma completa a política. A classe produtiva ainda não conseguiu entender isso".

    Ficha

    Conquistou 836.844 votos no primeiro turno

    Nascimento: 8/1/1964, 55 anos

    Natural de: Bituruna (PR)

    Profissão: diretor de empresas

    Escolaridade: Superior

    Carreira política: prefeito de Rio Negrinho de 1997 a 2002, deputado estadual de 2003 a 2007, deputado federal desde 2007

    Rogério Portanova (Rede)

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    A reportagem não conseguiu contato com o professor. De acordo com um assessor que acompanhou Portanova na época de campanha, a última informação sobre Portanova é a de que, atualmente, ele estaria morando na Itália.

    Ficha

    Conquistou 18.710 votos no primeiro turno

    Nascimento: 22/7/1958, 60 anos

    Natural de: Porto Alegre (RS)

    Profissão: Advogado

    Escolaridade: Superior

    Carreira política: nunca foi eleito para cargo público

    * Angelo Castro (PCO), teve a candidatura indeferida pelo TRE-SC ainda durante a época de campanha, em meados de setembro. Apesar disso, procurado pela reportagem, Castro não foi localizado.

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