O acordo de paz anunciado pelos governos dos Estados Unidos e do Irã tem exigências de ambas as partes no campo econômico e nas relações entre os países. Os principais temas do termo de entendimento envolvem a liberação do Estreito de Ormuz, canal por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo mundial consumido, o fim do programa nuclear dos iranianos e pontos como o fim das sanções norte-americanas ao Irã.
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Um dos principais pontos de divergência entre EUA e Irã, o Estreito de Ormuz é um dos pontos centrais da negociação. A previsão é de que a assinatura do acordo ocorra na sexta-feira (19), na Suíça. Em razão disso, os detalhes do acordo ainda não foram divulgados oficialmente. Fontes dos dois governos citadas na imprensa, no entanto, antecipam algumas medidas que devem constar no texto final do acordo.
Uma delas é a exigência de reabertura do Estreito de Ormuz e liberação para navios de todo o mundo. Ao anunciar o acordo, o presidente norte-americano Donald Trump chegou a mencionar o canal.
“Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu, em uma publicação na sua rede social Truth Social.
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Os passos até a liberação do Estreito de Ormuz
Apesar da pressão e do acordo de paz, a liberação do Estreito de Ormuz ainda deve demorar e ocorrer de forma escalonada. A agência Mehr, ligada ao governo do Irã, previu a reabertura de Ormuz em até 30 dias.
O primeiro motivo é o fato de que a assinatura do acordo ocorrerá apenas na sexta-feira (19). O regime iraniano já afirmou que não pretende começar a cumprir o acordo antes de que ele seja assinado.
Outro fator que pode retardar a liberação do Estreito de Ormuz é a necessidade de retirada de minas, instaladas pelo governo do Irã ao longo da guerra dos últimos meses com os EUA para tentar evitar que embarcações forçassem a passagem pelo canal. O Estreito de Ormuz foi fechado para passagem de navios dias após o primeiro ataque dos Estados Unidos.
O Irã também declarou que a reabertura ocorrerá sob “arranjos iranianos”. O país persa ainda deve acompanhar a situação entre Israel e Líbano. O fim dos bombardeios ao Sul do território libanês também faria parte do acordo e deve ser monitorado em meio ao processo de reabertura de Ormuz. Nesta segunda-feira (15), Israel voltou a bombardear o Líbano, mesmo após a assinatura do acordo entre EUA e Irã que incluiria o fim dos bombardeios no Líbano como condição para o entendimento.
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A organização do tráfego represado também é um desafio. Há uma estimativa de que cerca de mil navios mercantes estejam parados na região do Golfo Pérsico aguardando autorização. Escoar esse contingente de forma segura e ordenada impedirá o fluxo regular de novas embarcações logo nos primeiros dias após a assinatura. Além disso, a possibilidade de cobrança de taxas às embarcações que passam no Estreito de Ormuz pode ser outro impasse, já que os EUA cobram a liberação sem tarifas, mas os iranianos avaliam a possibilidade de taxar a passagem pelo canal.





