Em 2018, a Microsoft ligou 855 computadores topo de linha em um espaço do tamanho de um contênier comercial, preencheu de gás e os despachou para o fundo do oceano. A ideia, por mais louca que seja, é a principal estratégia da big tech para reduzir sua pegada de carbono em longo prazo.

Continua depois da publicidade

Batizada de Projeto Natick, a iniciativa consistiu em trancar os servidores em uma cápsula cilíndrica completamente selada e afundá-la a cerca de 35 metros de profundidade na costa da Escócia, onde os equipamentos operaram sem intervenção humana por dois anos.

Testes envolviam resfriamento natural

O principal motivo para levar os computadores ao oceano é o resfriamento. Data centers tradicionais gastam fortunas com energia para resfriar as máquinas. Sob a água gelada do mar escocês, o resfriamento acontece de forma natural e constante — o que reduz o consumo energético.

Continua depois da publicidade

Para a Microsoft, o Projeto Natick consist em ver o quão bem esses servidores iriam funcionar em um ambiente isolado, sem intervenção humana. A cápsula foi preenchida com gás nitrogênio, muito menos corrosivo que o oxigênio. Por um lado, o gás evita a ferrugem dos componentes eletrônicos. Por outro, inviabiliza a manutenção humana direta.

Resultados do projeto

Dois anos após o projeto, a Microsoft retirou os servidores do fundo do oceano em perfeito funcionamento. Segundo os engenheiros da empresa, a taxa de falha dos computadores subaquáticos no Projeto Natick foi apenas um oitavo da registrada em terra firme.

Continua depois da publicidade

A ausência de atividade humana também se mostrou um fator decisivo. Sem pessoas circulando para esbarrar nos cabos ou chacoalhar as peças durante manutenções, os computadores operaram em total estabilidade, registrando índices de funcionamento superiores aos modelos mantidos em escritórios tradicionais na superfície.

Para a Microsoft, novas fases do Projeto Natick podem significar uma mudança completa na estratégia de armazenamento de servidores, sobretudo após o advento da inteligência artificial e sua demanda por data centers.

Continua depois da publicidade

Veja fotos do projeto Natick, da Microsoft