Para muitos pacientes, o diagnóstico de câncer vem acompanhado de um medo específico: a perda do cabelo. No entanto, uma revolução terapêutica que chegou ao SUS, o Pembrolizumabe, está mudando essa narrativa. Diferente da quimioterapia tradicional, esse medicamento utiliza uma tecnologia que foca no sistema imunológico, e não na destruição direta de células de crescimento rápido.

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Entenda por que essa “arma inteligente” preserva os fios e como ela funciona no combate à doença.

Como o medicamento funciona

O Pembrolizumabe faz parte de uma classe moderna chamada imunoterapia. Ele não ataca o tumor diretamente; em vez disso, ele atua como um “treinador” para o seu próprio corpo.

No câncer, as células tumorais costumam usar uma “capa de invisibilidade” (proteínas chamadas PD-L1) que engana o sistema de defesa, impedindo que as células T (nossos soldados de elite) as ataquem.

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O Pembrolizumabe bloqueia essa comunicação. Ao fazer isso, ele “tira a venda” do sistema imune, permitindo que o próprio corpo reconheça e destrua as células cancerígenas.

A grande diferença para a quimioterapia

A razão pela qual o cabelo não cai com esse tratamento reside na especificidade:

  • Quimioterapia: Ataca todas as células que se multiplicam rápido no corpo. Como as células dos folículos capilares, da boca e do sistema digestivo também se dividem rapidamente, elas acabam sendo “vítimas colaterais”, causando a queda de cabelo e náuseas severas.
  • Imunoterapia (Pembrolizumabe): É um tratamento direcionado. Ele foca na interação entre o sistema imune e o tumor. Como as células do cabelo não possuem o mecanismo que o remédio ataca, elas costumam ser poupadas, mantendo a aparência do paciente preservada durante o ciclo.

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Quais cânceres respondem melhor?

O Pembrolizumabe é versátil, mas sua eficácia depende de biomarcadores (características genéticas do tumor). No SUS e em grandes centros, ele é indicado principalmente para:

  • Melanoma: Câncer de pele avançado ou que não pode ser operado.
  • Câncer de Pulmão: Frequentemente usado como primeira escolha em casos específicos.
  • Câncer Renal e de Bexiga: Em estágios avançados.
  • Linfoma de Hodgkin: Quando outros tratamentos não surtiram efeito.

Efeitos colaterais possíveis

Embora não cause a queda de cabelo, é importante reforçar que o Pembrolizumabe não é isento de efeitos colaterais. Como ele “acorda” o sistema imunológico, este pode acabar atacando órgãos saudáveis por engano.

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Os efeitos mais comuns são mais leves, como fadiga (cansaço extremo), coceiras na pele, diarreia e alterações na tireoide. Em casos mais raros, podem ocorrer inflamações nos pulmões (pneumonite) ou no fígado. O acompanhamento médico constante é essencial para manejar essas reações com o uso de corticoides, se necessário.

Nota importante: A indicação deste medicamento deve ser feita exclusivamente por um oncologista, baseada no tipo de tumor e no estágio da doença. Cada organismo reage de forma única à imunoterapia.