A praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, já recebeu o selo Bandeira Azul nas temporadas de 2015/2016, 2016/2017 e 2018/2019, mas acabou perdendo o reconhecimento nos últimos anos, em meio a problemas de balneabilidade. A Bandeira Azul, concedida anualmente pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), reconhece critérios como água com qualidade, gestão ambiental, segurança, infraestrutura, preservação patrimonial e educação ambiental.

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De acordo com a organização do selo Bandeira Azul, a prefeitura de Governador Celso Ramos não recebeu o selo, porque não inscreveu Palmas para receber o reconhecimento após a temporada de 2018/2019. Segundo as regras da FEE, para renovar o reconhecimento, os locais precisam continuar comprovando anualmente os critérios de preservação dos ecossistemas, de segurança e organização.

Em nota, a prefeitura informou que não pediu a renovação do selo porque, na ocasião, “o foco do município foi direcionado para outros balneários, como as praias Grande (Caravelas) e, recentemente, Praia das Cordas”.

Neste ano, 26 praias e cinco marinas catarinenses receberam Bandeira Azul, incluindo dois destinos em Governador Celso Ramos: a Praia Grande, que mantém o selo há 10 anos, e a Praia das Cordas.

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Piora da balneabilidade na alta temporada

Nos últimos anos, a Praia de Palmas vem enfrentando problemas de balneabilidade — um dos quesitos avaliados pelo selo Bandeira Azul. No auge da temporada, no ano passado, todos os três pontos monitorados periodicamente pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) foram considerados impróprios para banho. Antes do período das festas de fim de ano, a balneabilidade estava dentro dos parâmetros adequados para banho em todos os pontos da praia.

histórico do IMA mostra que, até 2016, os resultados impróprios em Palmas eram raros. Em 2017 e 2019, houve uma piora pontual em apenas um ponto da praia, durante o mês de fevereiro. A partir de 2022, no entanto, começou a haver uma piora significativa na balneabilidade nos meses de alta temporada.

Em 2023, por exemplo, os três pontos ficaram impróprios durante quase todas as semanas entre janeiro e março. Já em 2024, a piora ocorreu no mês de janeiro, principalmente nos pontos que ficam nas extremidades da praia.

No ano passado, a prefeitura de Governador Celso Ramos informou que esses problemas poderiam ser causados por ligações ilegais na rede de esgoto, que resultaram no descarte de resíduos de esgoto na rede pluvial. Na temporada do ano passado, a administração municipal fez uma força-tarefa em casas, condomínios e edifícios para inspecionar o encanamento.

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“Os imóveis com irregularidades foram autuados com autos de infração ambiental, intimações pela vigilância sanitária ou notificações ambientais. Proprietários de imóveis com problemas passíveis de correção foram orientados a regularizar a situação. Nos casos de ligações irregulares, o sistema de despejo de esgoto foi lacrado. Destaca-se ainda a preparação para funcionamento da nova rede de esgoto Gaivotas I e II e de uma nova estação de tratamento de esgoto, ambas no bairro Palmas, que juntas devem levar esgoto tratado a 70% do bairro, e contribuir também para a melhoria da balneabilidade”, informou a prefeitura, em nota, no ano passado.

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