O sumiço de um Porsche movimentou a internet nesta segunda-feira (19). Isso porque o dono do superesportivo chegou no pátio do departamento de trânsito de Balneário Camboriú para recuperar o veículo apreendido no fim do mês passado e descobriu que o carro de R$ 1,5 milhão não estava mais lá. Wagner Rosa foi às redes sociais compartilhar o episódio e também registrou um boletim de ocorrência. Não levou muito tempo para o automóvel surgir na SC-402, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

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A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que o Porsche tinha ao volante um gaúcho de 39 anos com passagens criminais por uma série de delitos, como tráfico de drogas, posse de arma e até homicídio. Já segundo a Polícia Militar, o homem ainda tentar escapar da abordagem, mas foi cercado pelas guarnições. O motorista foi levado à delegacia e enquadrado por receptação.

No interior do carro os agentes encontraram R$ 5mil em dinheiro.

Vídeo mostra momento da abordagem em Jurerê Internacional

Entenda o sumiço

Em 21 de novembro do ano passado, Wagner, morador de Florianópolis, foi a um jantar em Balneário Camboriú e teve o Porsche apreendido. A prefeitura diz que recolheu o carro por estar com R$ 60 mil em dívidas de licenciamento. O dono nega. Fala que os agentes apreenderam o automóvel por alto ruído do escapamento.

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O fato é que o carro foi parar no pátio onde ficam os automóveis recolhidos pelos agentes de trânsito na cidade. Nesta segunda-feira (19), Wagner decidiu ir buscar o Porsche e, quando chegou ao local indicado pela prefeitura, descobriu que alguém tinha apresentado uma procuração em seu nome, no último dia 9 de janeiro, e pegou o veículo.

Wagner diz que o documento é falso e nunca autorizou ninguém a fazer isso.

Sem o carro, ele foi à delegacia de Balneário Camboriú e registrou um boletim de ocorrência pelo sumiço do Porsche. Algumas horas mais tarde, foi informado de que a PMRv tinha acabado de encontrar o carro através do monitoramento por câmeras de segurança da rodovia.

Em nota, a prefeitura disse que “não possui responsabilidade sobre a relação entre o proprietário do veículo e o portador da procuração. A suposta fraude no documento, registrada pelo proprietário em boletim de ocorrência, é de competência da Polícia Civil, que investiga o caso”.