Com 58,8% da obra de alargamento da praia de Itapoá já feita, o CEO do porto da cidade, Ricardo Arten, afirmou que os trabalhos poderão ser finalizados antes do tempo previsto, que era o segundo semestre de 2026. Com a finalização, navios gigantes de 366 metros poderão atracar na região.
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O engordamento é resultado da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, promovida pelo Porto de São Francisco do Sul e o Porto de Itapoá. O investimento é de R$ 333 milhões, incluindo a fiscalização, com o Porto Itapoá bancando R$ 300 milhões (em antecipação de tarifas portuárias) e o restante com o Porto de São Francisco do Sul.
Veja fotos da obra para alargar praia de Itapoá
A outra obra simultânea será o alargamento de 8 km da orla de Itapoá, com uso de metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos a serem retirados do fundo do mar. A obra começou em outubro de 2025 e tinha como previsão de conclusão o segundo semestre de 2026.
Entretanto, com o avanço rápido dos trabalhos, Arten acredita que a obra seja finalizada ainda no primeiro trimestre deste ano, ou seja, até o fim de março. Os quase 60% do alargamento da orla foram executados em cerca de três meses.
A obra de aprofundamento do canal de acesso com alargamento da praia é um passo importante para aumentar a produtividade dos portos da região Norte catarinense, já que navios maiores poderão atracar.
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— No final das contas a gente tem aí para operar esses navios de 366 metros, uma expectativa de aumentar 40% o nosso volume. Esses navios maiores, eles acabam movimentando mais carga. A gente vai dobrar a oferta desses contêineres para o porto de Itapoá — explica Arten.
A expectativa é aumentar o volume de importação e exportação nos terminais portuários. Com isso, o número de empregos e contratações também deve crescer, já que será necessária mais mão de obra para movimentar os portos.
— Quando a gente tem mais carga também há uma necessidade, além dos equipamentos, de contratar pessoas. Cada portêiner, que são esses equipamentos que fazem a operação do navio para o cais, leva por volta de 250 pessoas. Tem o terminal tractor, que é o caminhãozinho que pega o contêiner ou que leva o contêiner até o cais do nosso pátio. Tem as empilhadeiras que carregam até 45 toneladas. Tem os equipamentos automatizados, que o operador fica dentro de uma sala em um escritório operando remotamente o equipamento no pátio. Essa turma toda faz parte de um combo de um equipamento que se chama portêiner — comenta o CEO do Porto de Itapoá.
Ele ainda comenta que, recentemente, o terminal portuário recebeu o oitavo portêiner, que foi descarregado na última semana e vai aumentar a capacidade do cais em 20%.
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Além disso, Arten destaca outros benefícios do engordamento da praia da região.
— São mais de 8 quilômetros de praias que estão sendo engordadas aqui na nossa cidade. Não é apenas uma obra que vai aumentar a capacidade do nosso porto, mas também vai aumentar o lado social da cidade, que as pessoas estão indo, já estão loucas para ir pra praia. Eu tenho algumas fotos do nosso terminal, onde tem uma praia bem atrás, é muito bacana ver as pessoas com seus guarda-sóis jogando futebol, jogando vôlei, brincando com as crianças. Então, há interação entre porto e cidade através dessa obra — cita.
Para o alargamento em Itapoá, a draga é da empresa Jan De Nul, que tem 166 metros de comprimento e capacidade para 18 mil metros cúbicos. O navio tem 32 tripulantes. A dragagem é feita por meio de sucção e arrasto, com tubos de sucção trazendo os sedimentos, por meio de bombeamento, para a cisterna. Para o alargamento, a areia é bombeada por meio de tubulação.









