Uma escola de Itapoá, cidade onde ocorre o maior alargamento de praia do Brasil, decidiu fazer uma aula “diferentona” e levar os alunos para o mar. Com coletes salva-vidas e caiaques, as crianças de cerca de 12 a 15 anos participam de uma aula de esporte de aventura.

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Um dos responsáveis pelo projeto é o professor de Educação Física, Jack Vengue. Ele conta que esse tipo de atividade acontece desde 2024 com crianças do 6º ao 9º ano. As aulas ocorrem para ensinar os alunos sobre caiaque e Stand Up Paddle.

— Projetos como esse tornam a Educação Física mais agradável, divertida, completa e transformadora, pois unindo teoria e prática com aulas de campo, desenvolvem o corpo e a mente, ensinam segurança, fortalecem valores e o respeito mútuo aproximam os alunos da natureza, gerando uma aprendizagem verdadeira e inesquecível — explica o professor.

Como acontecem as aulas na praia

Durante as aulas, os alunos passam por um período de conhecimento teórico, fazem pesquisas e assistem vídeos. Para avaliação, produzem cartazes com mapa mental falando sobre história, como praticar o esporte, cuidados de segurança, benefícios, algumas curiosidades e realizam prova teórica. Para finalizar, passam pelo dia da aula prática.

— Esta é uma atividade de campo onde muitos podem achar que se trata apenas de um passeio, porém, esporte de aventura é um conteúdo que está incluído na proposta curricular do município — destaca Jack.

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Veja vídeo de uma das aulas

A ideia do projeto surgiu por conta de outro trabalho do professor, que faz locações de equipamentos de caiaque e Stand Up Paddle durante a temporada de verão.

— Percebi que muitas crianças e adolescentes tinham interesse, mas nem todas tinham o acesso ou conhecimento da atividade. Inclusive o mesmo ocorre com adultos — cita.

A atividade foi realizada pela primeira vez em 2024, na Escola Euclides Emídio, com todos os alunos do 6° ao 9° ano. A aula prática foi feita no Rio Saí Mirim, próximo ao encontro com o mar. Local propício por ser de águas calmas e próximo a escola.

Em 2025 foi para as turmas do 8° ano da Escola Frei Valentim. Ocorreu na Baía da Babitonga, região próxima ao porto, conhecida como Figueira do Pontal, local escolhido por ser águas rasas e calmas. 

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Neste mês, o trabalho foi com a Escola Alberto Speck, com estudantes do 6° ao 9°ano, na Figueira do Pontal.

Confira mais um vídeo