O ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), cidade da Baixada Fluminense, e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro Márcio Canella (União) foi alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Ele era o nome escolhido pelo pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para concorrer a senador no Estado, em uma aliança que envolveria PL e União Brasil.
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A sexta fase da operação ocorre após autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que apura o caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação mira desarticular uma organização criminosa que usaria postos de combustíveis para lavar dinheiro.
Além de Canella, o ex-chefe da Polícia Civil do governo de Cláudio Castro (PL), delegado Marcus Amin, também foi alvo da operação deflagrada nesta terça-feira (7). No total, foram cumpridos 19 mandados em cidades fluminenses. Segundo a PF, os criminosos teriam movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos.
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Trajetória política na Alerj
Márcio Canella começou na política sendo eleito vereador de Belford Roxo, em 2012. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual. Nas eleições de 2016, Canella se elegeu vice-prefeito de Belford Roxo, e dois anos mais tarde retornou para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Permaneceu como parlamentar até as eleições de 2024, quando foi eleito prefeito de Belford Roxo, cargo que deixou em abril deste ano para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.
Márcio Canella ficou conhecido por publicar vídeos nas redes sociais denunciando a ação de milicianos em Belford Roxo. Ele chegou a criar canais de contato para a população denunciar a atuação dos membros da milícia.
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Indicado de Flávio Bolsonaro ao Senado
Em fevereiro deste ano, o presidenciável Flávio Bolsonaro anunciou o nome de Márcio Canella como um dos escolhidos para concorrer ao Senado. À época, era especulada uma chapa com o ex-governador Cláudio Castro também concorrendo a senador, possibilidade que perdeu força após as polêmicas envolvendo Castro e o escândalo do Caso Master.
A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegou a ser anunciada como suplente de Márcio Canella na corrida para o Senado este ano.
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A defesa dos políticos fluminenses investigados na atual fase da operação da PF não havia se manifestado até a tarde desta terça-feira.

