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    Alimentos mais caros

    Preço do arroz deve seguir em alta até março de 2021 em SC, diz associação de supermercados

    Paulo César Lopes, presidente da Acats, afirma que custo deve aumentar ainda mais para os consumidores nos próximos dias e que valor do alimento só voltará a patamar anterior após nova safra

    11/09/2020 - 11h26 - Atualizada em: 11/09/2020 - 11h33

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    Por Guilherme Simon
    Arroz
    Segundo presidente da Acats, alimento é comercializado a um preço médio de R$ 18. Dois meses atrás, custava R$ 12
    (Foto: )

    O preço do arroz deve seguir em alta em Santa Catarina pelo menos até a próxima safra, em março de 2021, e aumentará ainda mais para os consumidores nos próximos dias, avalia o presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Paulo César Lopes. Na visão dele, medidas anunciadas pelo governo, como a redução a zero da taxa de importação do alimento, podem ajudar a diminuir o custo, mas são insuficientes para resolver a situação neste momento.

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    O presidente da Acats falou sobre o assunto na manhã desta sexta-feira (11) em entrevista à NSC TV e, em seguida, também ao Diário Catarinense.

    — Nós imaginamos que, com essa medida para importação do arroz, principalmente, deve talvez diminuir um pouco o custo, mas não muito. Isso só vai ser resolvido na próxima safra, que, no caso do arroz, será em março do ano que vem — comentou.

    Segundo ele, até lá, a tendência é que o preço do alimento siga num patamar mais elevado. 

    — É a lei da oferta e da procura. Só com a próxima safra, no ano que vem, é que poderemos ter o preço de volta ao que tínhamos antes desse aumento, que começou há cerca de um mês — reforça.

    Segundo Paulo César Lopes, há cerca de dois meses um pacote de 5 kg de arroz era comercializado em Santa Catarina a um valor médio de R$ 12, podendo chegar a R$ 9 em promoções. Nesta sexta-feira (11), o produto é vendido a uma média de R$ 18 nos mercados do Estado.

    Porém, ainda de acordo com o presidente da Acats, o preço deve aumentar nos próximos dias para o consumidor. Isso porque, segundo ele, o valor da compra da fábrica para os supermercadistas já cresceu de 70% a 100% desde março.

    — O valor ainda não subiu tanto para os consumidores porque os supermercados estão segurando, porque tem estoque, mas semana que vem ele vai subindo, e vai chegar num patamar mais alto — disse.

    Para o presidente da Acats, diante da situação, a alta dos preços nas prateleiras é inevitável.

    — Nós somos repassadores de preço, se o fornecedor aumenta o preço, nós somos obrigados a repassar. Na maioria das vezes, a gente acaba segurando o preço, porque nós temos um estoque, e repassa quando compra um novo estoque. Não tem como evitar isso, infelizmente — afirmou.

    Paulo César Lopes também disse que os supermercadistas de Santa Catarina foram surpreendidos com o aumento no preço de itens da cesta básica no último mês, especialmente do arroz e do óleo de soja.

    — Na verdade, isso tem um motivo, principalmente atrelado ao aumento da exportação, à alta do dólar, que propicia que os produtores exportem, e isso obviamente está refletindo aqui na ponta, que é nas gôndolas dos supermercados. Houve também uma demanda bastante grande, em virtude do consumo interno — avaliou.

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    — Uma opção que estamos dando para os nossos consumidores é que procure substituir esses produtos que estão aumentando por outros. Por exemplo, substituir o arroz por macarrão, e assim por diante — disse.

    Nesta terça-feira (8), o Procon de Santa Catarina enviou um ofício à Secretaria Nacional do Consumidor solicitando uma reunião com a Secretaria de Estado da Fazenda e o Ministério da Agricultura “para que sejam tomadas as medidas cabíveis” a fim “de resguardar os direitos dos consumidores”.

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    Segundo o documento, assinado pelo diretor do Procon, Tiago Silva, o órgão vem recebendo relatos e denúncias sobre o aumento no preço de alimentos como arroz, feijão, carne, leite e soja, e que em determinados casos o aumento chega a 80%.

    Na manhã desta sexta, Silva disse que o Procon ainda não recebeu um retorno da Secretaria Nacional do Consumidor. Segundo ele, a orientação é que os consumidores façam pesquisas de preço antes da compra de alimentos.

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