O prédio que cedeu no Centro de Itajaí na noite dessa quarta-feira (15), ainda apresenta riscos de desabamento e preocupa a Defesa Civil e autoridades. A situação foi percebida pelos próprios moradores que precisaram deixar o local às pressas e saíram apenas com a roupa do corpo.
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Com a evacuação imediata e o local isolado, os moradores estão sem acesso às dependências do prédio. Equipes da Defesa Civil ficaram responsáveis por resgatar animais de estimação e pertences importantes. Segundo o vice-prefeito da cidade, Rubens Angioletti, dois engenheiros civis estão no local para analisar o caso e auxiliar na tomada de decisões.
Veja fotos do prédio que afundou em Itajaí
Prédio deve ser escorado internamente
— Eles sugeriram que seja feito o escoramento do prédio por dentro, de andar por andar e permitindo que as famílias entrem aos poucos para tirarem os seus pertences, mas somente quando for seguro — conta Angioletti.
A medida, porém, não tem data prevista, já que o local ainda apresenta riscos tanto para os residentes quanto para as equipes que estão trabalhando. Durante reunião com voluntários e população, na manhã dessa quinta-feira (16), o vice-prefeito afirma que ainda é possível ouvir a estrutura se mexendo.
— O prédio ainda está estralando, ele cedeu de ontem para hoje em torno de 1cm, cedeu menos do que ontem mas ele ainda está cedendo. Não tem como ninguém entrar, nem mesmo o pessoal da Defesa Civil. O primeiro que precisamos fazer é preservar as vidas — destaca Rubens.
Reunião discutirá os próximos passos
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Itajaí, Guto Palmacarlo Porciúncula, será realizado no início dessa tarde, uma reunião com o proprietário do imóvel, a fim de verificar como será feito e custeado o escoramento do prédio.
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Moradora descreve pânico
Moradores do edifício ainda tentam assimilar a correria e o pânico vividos na noite de quarta-feira (15). Eles tiveram de sair às pressas, alguns sem camisa ou até enrolados na toalha de banho, ao perceber que o edifício estava ruindo. Uma das moradoras, Zenir da Silva, descreveu como foram aqueles momentos:
— Escutei um barulho que parecia de alguém arrastando móveis e logo ouvimos o pessoal correndo e gritando nas escadarias. Só pegamos o cachorrinho e saímos sem celular, sem documento, sem nada — conta a aposentada.
Vídeo mostra como ficou a estrutura após ceder
Ela mora no prédio há três anos. São quatro andares e 16 apartamentos, todos de locação. Por volta das 21h30min desta quarta, a base da edificação afundou cerca de 40 centímetros em alguns pontos, o que provocou rachaduras significativas em paredes e pisos, explicou a Defesa Civil. Quando todos desceram, a escada do local cedeu.
— Não tenho esperança de voltar, só queria poder pegar os nossos pertences — lamenta a moradora.
Técnicos já informaram que o prédio segue estalando e cedendo (foi um centímetro entre a noite de quarta e esta manhã). Será necessário escorar a estrutura internamento para só então permitir a entrada dos moradores para a retirada de objetos importantes.
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Residentes foram realocados
Segundo a prefeitura, três moradores tiveram cortes causados pela quebra dos vidros. Quatro recorreram a uma casa de apoio oferecida pela prefeitura. Os demais foram para a casa de amigos ou parentes.










