O prefeito de Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina, Eduardo Guollo (Progressistas), e o ex-prefeito, Noi Coral (Progressistas), estão entre os investigados pela Polícia Civil em um inquérito que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos de saneamento básico. A corporação cumpriu a primeira fase ostensiva da operação nesta sexta-feira (10). A prefeitura foi questionada, mas até o fechamento desta reportagem não retornou o contato.
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A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e determinou medidas de afastamento de sigilos telefônico e telemático, além da indisponibilidade de cerca de R$ 800 mil em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Investigação apura fatos de 2017 a 2024
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura fatos ocorridos entre 2017 e 2024, período que abrange as gestões de Noi Coral e Eduardo Guollo como prefeito e vice de Morro da Fumaça. O inquérito busca esclarecer um possível esquema envolvendo contratos de prestação de serviços de saneamento básico no município.
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De acordo com a investigação, há suspeita de direcionamento de processos de contratação pública, prorrogações contratuais em desacordo com a legislação e repasses mensais de valores em espécie a agentes políticos para a manutenção do vínculo contratual com a administração municipal.
Desvio pode superar R$ 800 mil
A Polícia Civil estima que os valores recebidos de forma ilícita possam superar R$ 800 mil. Os mandados tiveram como objetivo recolher documentos e equipamentos eletrônicos que possam ajudar a esclarecer a participação dos envolvidos e a extensão do suposto esquema.
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Investigados não se manifestaram
A reportagem entrou em contato com os investigados, Noi Coral e Eduardo Guollo, além da prefeitura de Morro da Fumaça, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

