Um detendo do Presídio Regional de Joinville tentou subornar um policial penal com R$ 20 mil durante uma saída para ir ao dentista. O objetivo do preso era que o servidor público permitisse que ele entrasse com smartwatches dentro do sistema prisional. O caso aconteceu na quarta-feira (25).

Continua depois da publicidade

O preso havia saído do presídio para ir até o dentista. Durante a consulta, o profissional teria pedido que ele se virasse lateralmente, além de pedir diversas vezes que o policial se afastasse do paciente, segundo relatos no documento de audiência de custódia, obtidos pela NSC TV.

Neste momento, o policial penal percebeu que o detento mexeu em sua cintura. Diante da suspeita, o interno foi encaminhado até o banheiro e submetido a revista pessoal. O policial penal percebeu um volume na parte anterior da sua cintura. 

O preso, então, tentou subornar o servidor pela primeira vez, oferecendo R$ 10 mil para que o servidor permitisse que ele ficasse com os objetos e entrasse com eles no presídio. Quando objetos foram retirados da cintura, ofereceu dinheiro novamente, desta vez R$ 20 mil.

O preso carregava consigo oito smartwatches, quatro carregadores por indução e quatro placas de carregamento USB, que seriam levados para dentro do Presídio Regional de Joinville. Ao ser questionado, o homem negou que teve acesso aos eletrônicos durante a consulta ao dentista. O homem foi preso em flagrante e, posteriormente, retornou ao presídio de Joinville. 

Continua depois da publicidade

De acordo com a Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), a proposta de suborno foi recusada imediatamente pelo servidor. O dentista negou qualquer envolvimento, enquanto o interno alegou ter pegado o pacote na caixa da viatura durante o trajeto até a clínica, versão que será apurada. A Sejuri informou ainda que serão adotadas medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

A realização de consultas médicas externas por pessoas privadas de liberdade está amparada pela Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que regula o cumprimento das penas no Brasil e assegura direitos fundamentais, entre eles o acesso à saúde.

A Sejuri reforçou que as saídas externas seguem protocolos rígidos de segurança e monitoramento, com atuação integrada das forças de segurança, para preservar a ordem e impedir a entrada de ilícitos nas unidades prisionais do Estado.

Veja quem são os criminosos mais procurados de Santa Catarina

Continua depois da publicidade