O primeiro foguete comercial lançado a partir do Brasil explodiu pouco depois de deixar o solo. O disparo ocorreu às 22h13 dessa segunda-feira (22), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
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A aeronave é fabricada pela Innospace, empresa da Coreia do Sul. Batizado de Hanbit-Nano, o lançamento do foguete era parte da Operação Spaceward 2025, parceria da Força Aérea Brasileira (FAB) com a companhia asiática e com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). Além do foguete, parte da base de lançamento também pegou fogo.
A responsabilidade do lançamento é da Innospace. A FAB e a AEB prestam apoios de logística e comunicação, mas a tecnologia e toda a operação de disparo foram feitos pela empresa sul-coreana.
Em nota (veja na íntegra no final da matéria), a AEB informou que a operação ocorreu de forma regular durante todas as etapas sob responsabilidade brasileira, e que a anomalia aconteceu já com o foguete em voo. A agência ainda destaca que a investigação técnica do ocorrido será feita pela FAB.
A decolagem ocorreu conforme esperado. Mas, poucos segundos após o lançamento, parte do foguete pegou fogo e, em seguida, a aeronave explodiu. Não se tem imagens claras do momento exato da explosão. As nuvens prejudicaram a visibilidade das imagens da Innospace, que transmitia o evento ao vivo pelo Youtube.
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Foguete não era tripulado
O Hanbit-Nano não era uma aeronave tripulada, então não houve mortos ou feridos na explosão. Durante a transmissão, a Innospace deixou uma mensagem na tela dizendo que a equipe responsável pelo lançamento encontrou uma anomalia durante o voo. Após isso, a transmissão foi encerrada.
Imagens do lançamento
Veja a nota da AEB na íntegra
A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que o lançamento do veículo HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, realizado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, transcorreu de forma regular e segura em todas as etapas sob responsabilidade brasileira.
Os sistemas de solo, a infraestrutura do Centro de Lançamento, os procedimentos operacionais e os protocolos de segurança funcionaram conforme o planejado, resultando em um lançamento preciso e plenamente aderente às normas internacionais.
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Após cerca de 30 segundos de voo, foi observada uma anomalia no veículo lançador, já fora da fase inicial de lançamento, que resultou na perda da missão. A investigação técnica caberá à Força Aérea Brasileira e à Innospace, empresa responsável pelo veículo, conforme os procedimentos internacionais adotados no setor espacial.
Apesar da anomalia, este lançamento representa um marco histórico para o Brasil, por se tratar do primeiro lançamento comercial realizado a partir do território nacional, reforçando a maturidade operacional do Centro de Lançamento de Alcântara e sua relevância estratégica no cenário espacial global.
A AEB reafirma que eventos dessa natureza fazem parte do processo de desenvolvimento tecnológico na atividade espacial, sendo fundamentais para o aprendizado, a evolução dos sistemas e o aumento da confiabilidade em futuras missões.
A Agência seguirá atuando de forma transparente, colaborativa e técnica, em conjunto com seus parceiros nacionais e internacionais, para o fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro e da economia espacial no país.
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Agência Espacial Brasileira – AEB




