Carro usado por empresa responsável pelo serviço (Foto: Divulgação)
A prefeitura de Blumenau já recebeu o primeiro relatório feito com a tecnologia dos carros “caça-buracos” contratados no ano passado. Eles começaram a circular em janeiro de 2026 e uma informação sobre o “ranking” dos problemas mais comuns nas ruas da cidade chamou a atenção do governo.
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O contrato milionário com a empresa Mapzer, de Curitiba, funciona da seguinte maneira: um ou mais veículos equipados com a tecnologia circulam pelo município e identificam em tempo real diferentes tipos de situações, como buracos, sinalização apagada, mato na calçada, construções irregulares e lixo descartado incorretamente.
Esse último item foi o que mais surpreendeu a equipe da Secretaria de Serviços Urbanos, comentou o responsável pela pasta, Daniel Hostin:
— Foi um número expressivo de lugares com lixo irregular, a gente não esperava. Com esses dados em mãos vamos sentar e discutir como agir — disse.
Hostin não revelou a quantidade de cada problema mapeado e nem mesmo detalhes do primeiro relatório, mas afirmou que além dos buracos em ruas, lixos e mato (na rua, calçada ou terrenos) figuram entre os que mais se repetem nos bairros. Os veículos passaram por toda a cidade, explicou o secretário.
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Em fevereiro, uma nova varredura será feita, já que o acordo é que a prefeitura receba um relatório por mês de toda Blumenau, podendo comparar os avanços e saber de novos problemas.
As histórias por trás dos nomes dos 35 bairros de Blumenau
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Água Verde | O nome seria por conta de haver um ribeirão com muitas algas e musgos, o que deixaria a coloração esverdeada (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Badenfurt | Nome faz ligação aos imigrantes que vieram da região de Baden, na Alemanha, e se estabeleceram próximo à confluência do Rio do Testo com o Itajaí-Açu (Foto: Patrick Rodrigues)
Boa Vista | Por conta do morro que há no bairro e dá uma excelente visão para a região central de Blumenau (Foto: Google Street View, Reprodução)
Bom Retiro | De acordo com o pesquisador Adalberto Day (1953-2023), o nome do Ribeirão Retiro já constava no mapa de Blumenau em 1864 e, por conta da tranquilidade, deu-se o nome em 1956 (Foto: Patrick Rodrigues)
Centro | A mais simples das explicações, né? Trata-se do local escolhido para ser a sede da Colônia Blumenau e, portanto, o Centro da cidade (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Da Glória | Nome dado em 1938 pelo então prefeito José Ferreira da Silva por conta da localidade que era a sede do Clube Musical Glória. Até então, chamava-se Spetctiefe, “caminho lamacento” (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Do Salto | “Salto” nada mais é do que queda d’água, o que faz referência à região do Rio Itajaí-Açu onde o bairro se encontra (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Escola Agrícola | Por conta da criação, em 1940, da Escola Agrícola Municipal na localidade. (Foto: Google Street View, Reprodução)
Fidélis | É um aportuguesamento da palavra “fidel” da frase “fluss geht ganz fidel”, que quer dizer “o rio consegue mansamente” (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Fortaleza | Dizem que é porque havia em uma foz do ribeirão um rochedo semelhante a uma fortaleza, o que motivou o nome da localidade. O ribeirão, claro, também chama-se “Fortaleza” (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Fortaleza Alta | Bom, sem grandes segredos: é a parte próxima às nascentes do Ribeirão Fortaleza (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Garcia | Porque havia moradores que tinham vindo da região do Rio Garcia de Camboriú, quatro anos antes da chegada de Dr. Blumenau. Era a “gente lá do Garcia” (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Itoupava Central | Aqui começamos o início da saga das Itoupavas. Itoupava vem do tupi-guarani e significa “corredeira”. Ou seja, neste caso, o centro do Ribeirão Itoupava (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Itoupava Norte | Nas corredeiras ao norte do Rio Itajaí-Açu (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Itoupava Seca | As corredeiras do Rio Itajaí-Açu onde as pedras ficavam mais aparentes em tempos de estiagem (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Itoupavazinha | Um pequeno ribeirão com corredeiras (Foto: Google Street View, Reprodução)
Jardim Blumenau | Esse bairro é nada mais, nada menos, que a região da Alameda Rio Branco, área nobre da cidade. Ganhou o nome em 1956 por ser a região das casas com jardins (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Nova Esperança | Antes era conhecida como Morro do Abacaxi e até Toca da Onça, mas depois de uma votação popular virou Nova Esperança pelo número de migrantes (Foto: Google Street View, Reprodução)
Passo Manso | Região tranquila e mansa do Rio Itajaí-Açu (Foto: Google Street View, Reprodução)
Ponta Aguda | Esse também é simples de explicar: por conta da ponta que se forma na região da Prainha, na curva do Itajaí-Açu em pleno Centro de Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Progresso | Por conta das grandes empresas têxteis que se instalaram na região do “Alto Garcia”. Dizia-se que era onde o “progresso estava chegando”, por conta do desenvolvimento econômico (Foto: Patrick Rodrigues)
Ribeirão Fresco | Desde o início da colônia já se conhecida o local como “Solo Fresco”, em tradução livre do alemão, o que motivou a escolha do nome do ribeirão e, como consequência, do bairro (Foto: Patrick Rodrigues)
Salto do Norte | Salto significa queda d’água e, como consequência, este bairro é o lado mais ao norte do salto do Rio Itajaí-Açu (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Salto Weissbach | Bairro próximo à confluência do Ribeirão Branco, portanto o “Salto do Ribeirão Branco”. Não à toa, uma das ruas do bairro chama-se… Água Branca (Foto: Google Street View, Reprodução)
Testo Salto | Bairro próximo ao salto do Rio do Testo, perto de Pomerode (Foto: Google Street View, Reprodução)
Tribess | Em homenagem a um dos primeiros moradores da localidade que hoje é o bairro (Foto: Google Street View, Reprodução)
Valparaíso | Porque na localidade existia um loteamento chamado Valparaíso, justamente em homenagem à cidade chilena de mesmo nome (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Velha Central | Área mais ao meio do Ribeirão da Velha (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Velha Grande | Área mais elevada, com morros, do Ribeirão da Velha (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Victor Konder | Em homenagem ao político que tinha uma fazenda na região. Ele foi presidente da Câmara de Blumenau e, mais tarde, ministro da Viação (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Vila Formosa | Diz-se que foi em homenagem a um grande proprietário de terras que abriu um curtume na região. Não há detalhes de quem seria este homem (Foto: Google Street View, Reprodução)
Vila Itoupava | A vila mais afastada do vale do ribeirão das corredeiras (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Vila Nova | Bairro criado em 1956 ganhou esse nome porque a maior parte das casas construídas à época eram recentes (Foto: Google Street View, Reprodução)
Vorstadt | Em alemão, Vorstadt pode significar “entrada da cidade”, o que faz sentido porque o bairro é o primeiro em Blumenau para quem vem do litoral, ou “subúrbio”, em tradução livre (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Já neste primeiro momento, Hostin revela que a tecnologia ajudou a secretaria a otimizar o planejamento “tapa-buraco”. Se antes o serviço era sob demanda por reclamação dos moradores, agora as imagens fazem um “raio-x” de cada rua e os trabalhadores seguem um cronograma mais organizado, garante o secretário. Em um segundo momento, a intenção é fazer serviços em pontos com rachaduras no asfalto, justamente para evitar o agravamento do dano.
Sobre os demais problemas, como o lixo irregular, Hostin fará uma reunião com outros secretários para que se elabore um plano de ação. Para ter essa avaliação detalhada, a prefeitura desembolsa, por mês, R$ 136 mil. O contrato inicial é de 12 meses, mas pode ser prorrogado. Em um ano, o custo é de R$ 1,6 milhão.
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A expectativa era que os automóveis começassem a circular por Blumenau ainda em outubro de 2025. Entretanto, a contratação da empresa Mapzer, de Curitiba, esbarrou na burocracia e o início se deu apenas em 19 de janeiro de 2026.
O que a tecnologia identifica
Animal encontrado em via pública em condição de abandono (animal de grande ou pequeno porte).
Pavimento asfaltado com avarias maiores do que rachaduras.
Bueiro com grelha com defeito ou em desnível excessivo em relação ao pavimento; bueiro do tipo “boca de lobo” danificado; bueiro sem grelha.
Tampa de bueiro em desnível em relação ao pavimento.
Buraco identificado no pavimento.
Pavimento de calçada danificado.
Equipamento de catador abandonado em via pública.
Produtos expostos na via pública.
Cone em via pública em posição irregular.
Acúmulo de água na via quando não há sinais de chuva.
Lâmpada de poste de iluminação pública acesa durante o dia e apagada durante a noite.
Lixo comum, entulho de madeira, entulho de obra ou galhada depositado irregularmente na via.
Depósito de materiais de construção (areia, betoneira, caçamba, pedras, tapume, tijolos ou placas) em local impróprio.
Vegetação em via pública com crescimento maior que o permitido ou sem cuidados.
Pichação em muros públicos ou privados de vias públicas.
Placa comercial instalada em local inadequado da via pública.
Placa de trânsito com desgaste ou defeito.
Poste que apresenta acúmulo de fiação ou fios soltos.
Trincas e fissuras no pavimento.
Alteração em asfalto resultante de conserto com acabamento inadequado.
Encosta de via de trânsito que apresenta risco de desmoronamento.
Via pública em condições precárias de circulação veicular.
Desgaste crítico ou falta de sinalização horizontal da via pública.
Defeito ou desgaste em sinalização horizontal, marcas viárias e zebrados.
Terreno sem cerca ou muro, com aspecto abandonado (mato crescendo ou lixo).