Um problema de saúde em um astronauta da NASA forçou a agência espacial americana a realizar a primeira evacuação médica em quase 25 anos de história da Estação Espacial Internacional (ISS). O caso foi detectado no dia 8 de janeiro e, por segurança, a entidade optou por trazer a tripulação de volta à Terra.
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A tripulação da missão Crew-11, que foi lançada com o apoio de um SpaceX em agosto do ano passado vai retornar à Terra antes do previsto. O motivo: um problema de saúde considerado sério pela NASA em um dos astronautas – que teve a identidade preservada. Segundo a agência, o problema, apesar de não ser grave, é sério demais e não pode ser tratado no laboratório orbital.
O problema também não divulgado – mantido sob sigilo médico. Mas o estado de saúde do astronauta afetado é estável e ele não corre risco de vida, o que descarta a necessidade de um desacoplamento de emergência.
O estado de saúde do tripulante fez com que a caminhada espacial em torno da ISS fosse cancelada pela NASA. A tripulação que retorna à Terra é composta pelos astronautas Zena Cardman (EUA, comandante), Mike Fincke (EUA), Kimiya Yui (Japão) e Oleg Platonov (Rússia).
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O que diz a NASA
Além de manter a identidade do astronauta afetado e o problema médico em sigilo, a NASA destaca que não se tratou de nenhum acidente na ISS. O Doutor James Polk, diretor médico da agência, confirmou que não se trata de uma lesão sofrida durante as operações, e sim de um quadro clínico apresentado já em órbita.
Ainda segundo a NASA, o motivo do retorno é que é que os equipamentos na ISS (que funcionam como uma clínica básica e telemedicina) não são suficientes para realizar os exames complexos e o tratamento que essa condição específica exige.
O retorno da tripulação está previsto para acontecer na próxima quarta-feira (14), se as condições climáticas e meteorológicas permitirem. O pouso na Terra está previsto para a madrugada de quinta-feira (15).
A missão Crew-11 se encerraria em fevereiro, mas foi interrompida pelo problema de saúde de um dos tripulantes. O retorno antecipado, porém, não afeta outras missões, como a Artemis 2, que vai levar a humanidade de volta à Lua, nem a operação da ISS, segundo a NASA.
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