Uma professora de 54 anos morreu após três dias internada no Hospital Regional de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, depois de ser vítima de um ataque a facadas. O caso ocorreu na manhã da última quinta-feira (15), no bairro Coloninha.
Continua depois da publicidade
A vítima foi identificada como Jádna Custódio Ferreira Vieira. Ela foi encontrada caída no pátio de uma residência, com diversos ferimentos provocados por arma branca e sem condições de relatar o que havia ocorrido.
De acordo com a Polícia Militar, um simulacro de arma de fogo foi localizado nas proximidades. Testemunhas relataram que o suspeito portava o objeto na cintura, mas não tentou roubar nada da vítima ou da casa. A faca utilizada no crime não foi encontrada.
O suspeito fugiu e não foi localizado até o momento. A Polícia Civil investiga o caso.
Professora vítima de ataque a facadas morreu no hospital
Jádna não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de sábado (18). Segundo informações de entidades locais, ela havia sido atacada enquanto saía de casa para trabalhar e levar a filha mais nova à escola.
Continua depois da publicidade
A morte transformou o caso, inicialmente tratado como tentativa de homicídio, em um crime consumado.
Até o momento, não há confirmação sobre a motivação do crime. A ausência de roubo no local levanta outras hipóteses, que seguem sendo apuradas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, da Polícia Civil.
“Mulher de sorriso marcante”
O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), onde Jádna era aluna, lamentou a morte e destacou que a violência interrompeu “precocemente sua trajetória”. A instituição também reforçou o compromisso com a cultura da paz e o combate à violência.
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe) também se manifestou, classificando o caso como mais um episódio da violência enfrentada por mulheres. Em nota, a entidade destacou que a morte “revela mais um caso de violência à qual as mulheres estão submetidas cotidianamente”.
Já a Associação da Pessoa com Deficiência de Araranguá (Adear) descreveu Jádna como “uma mulher de sorriso marcante, cheia de luz, que deixou sua marca no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la”. Conforme o coletivo Vivas, ela era mãe de uma menina autista.
Continua depois da publicidade
O velório ocorreu na capela mortuária do cemitério Cruz das Almas, em Araranguá. A despedida foi realizada na manhã desta segunda-feira (20), com cerimônia às 9h30min, seguida de cremação.

