A matemática, para muitas crianças, é frequentemente vista como um “bicho de sete cabeças”.

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Entre fórmulas e equações, a memorização da tabuada costuma ser o estágio mais exaustivo e entediante do aprendizado básico.

No entanto, na Croácia, a educadora Lucija Petračić decidiu que era hora de mudar o ritmo dessa história, literalmente.

Ao observar o comportamento de seus alunos, ela percebeu um fenômeno curioso: os mesmos que sofriam para decorar a tabuada, eram capazes de reproduzir letras complexas de músicas famosas com uma forma impressionante.

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O poder do ritmo no aprendizado

Identificando que a barreira não era a capacidade de memorização, mas sim o desinteresse pelo método tradicional, Lucija buscou uma solução inovadora.

Ela decidiu unir o conteúdo escolar ao gênero musical que domina os fones de ouvido da nova geração: o trap.

Utilizando ferramentas de Inteligência Artificial (IA), como a plataforma Suno, a professora conseguiu criar batidas modernas e vozes sintéticas que transformaram as tabelas numéricas em verdadeiros “hits” de sala de aula.

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O projeto começou de forma experimental.

“No início, eu ia apenas fazer músicas trap comuns com letras malucas para testar diferentes batidas, o que era muito divertido”, revelou Lucija em entrevista ao portal Dnevno.

O foco principal foi atacar os maiores obstáculos, como a multiplicação por zero, transformando regras áridas em rimas chicletes.

Resultados que ecoam além da escola

O impacto foi imediato e superou os muros da instituição de ensino.

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As canções viralizaram nas redes sociais, alcançando pais e outros educadores que buscavam alternativas para o ensino remoto ou domiciliar.

O relato mais comum entre as famílias é o de que as crianças agora aprendem “sem sentir”, trocando a pressão da cobrança pela diversão da música.

Além de facilitar o processo cognitivo, a iniciativa de Lucija humanizou o ambiente escolar, dando agora motivação e ritmo.

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Professores locais já adotaram as faixas como trilha sonora de suas aulas, relatando um aumento significativo no interesse dos estudantes.

O bastidor criativo e o futuro da pedagogia

Lucija escreveu cada letra sozinha, garantindo que as rimas fossem lúdicas e adequadas à idade dos alunos.

Cada número da tabuada ganhou uma identidade visual e musical própria, facilitando a associação mental.

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O toque final veio com a ajuda de seu namorado, Dino, que colaborou na edição dos vídeos e na sincronização das letras.

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