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Profissionais do Samu entram em greve em Joinville

Entre as reclamações que motivaram a paralisação estão o pagamento de baixos salários, sem reajustes há três anos, e sem 13º salário

21/12/2020 - 12h44 - Atualizada em: 21/12/2020 - 12h48

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra pessoas com cartazes em frente à sede do samu em joinville
Profissionais de Joinville se reuniram na manhã desta segunda-feira em frente à sede do Samu para protestar
(Foto: )

Profissionais do Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, estão em greve desde esta segunda-feira (21) em Joinville. O grupo se reuniu em frente à nova sede, na Avenida Dr. Paulo Medeiros, no Centro, para protestar. 

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Segundo Lorival Pisetta, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Joinville e Região, o motivo para a paralisação dos funcionários do Samu é o pagamento de baixos salários, o não pagamento do 13º salário de 2020 nem de reajustes salariais de três anos. Também protestam por causa da não concessão de férias há três anos, a supressão do pagamento dos feriados e a redução no pagamento das horas extras. Além disso, eles reclamam justamento do não atendimento das reivindicações em outros momentos. 

— Em todo o Estado, a situação é a mesma. Temos que destacar ainda que as condições de trabalho nas sedes são precárias. Cadeiras quebradas, mesas tortas, teclados gastos, e isso é geral — afirma ele.

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Segundo Lorival, os funcionários só vão suspender a greve depois de o Governo do Estado atendê-los e negociar as reivindicações. Houve protestos também em Criciúma e em Chapecó, e equipes de outras cidades também se movimentam para entrar em greve caso a principal demanda, que é o pagamento do 13º salário de 2020, não seja atendida.

Em Joinville, há 130 funcionários no Samu. Como os serviços essenciais foram matidos, para não prejudicar a população, cerca de 40 estãr paralisados. 

Governo do Estado diz que "manifestação é compreensível"

Na última sexta-feira (18), a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da sua Superintendência de Urgência e Emergência, emitiu uma nota informando que "acompanha a insatisfação dos profissionais do SAMU e entende que são anseios e acúmulo de muitos anos, cuja manifestação é compreensível". 

Segundo o Governo do Estado, a discussão sobre salários e férias vencidas é responsabilidade contratual e legal da empresa prestadora de serviços que administra o Samu e faz as contratações dos profissionais, a OZZ Saúde. 

"A SES nos últimos meses não têm medido esforços para buscar soluções para esses problemas que ano após ano tomam nossos enfermeiros, médicos e socorristas. Pequenas, mas importantes ações já começaram a ser tomadas, como a saída da base cedida no Saco dos Limões, em Florianópolis, uma reivindicação de anos", diz a nota do Estado.

Além disso, o Governo do Estado informou que um grupo técnico foi criado para avaliar o contrato com a prestadora de serviços, criar um diálogo maior com o sindicato e avaliar medidas a curto prazo. Já foram iniciadas conversas para que todas as unidades do Samu tenha bases próprias nos próximos anos. A Superintendência também tem construído um projeto de comunicação em toda a rede, por meio de novas tecnologias e softwares, os quais estão sendo desenvolvidos para a inserção no APH móvel de Santa Catarina.

"Compreendemos o momento e analisamos, dia a dia, as medidas que a empresa prestadora de serviço tem tomado para que isso seja resolvido. A Superintendência tem realizado fiscalização in loco nas bases e verificando o serviço, a qualidade e os procedimentos operacionais ofertados pela OZZ, o que tem gerado notificações e providências. Esperamos que a regularização seja feita o mais breve e que o contrato seja cumprido", informou a SES via nota.

Segundo os dados da Secretaria de Saúde, de janeiro até dezembro de 2020 as equipes do Samu atenderam mais de 169 mil ocorrências. Destas, quase 13 mil atendimentos foram de pacientes com Covid-19. 

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