A Prefeitura de Florianópolis estruturou o programa Floripa Para Todos com base em faixas de renda para ampliar o acesso à moradia na Capital. A iniciativa, considerada a maior política habitacional da história do município, contempla famílias com renda de até dez salários mínimos e prevê as primeiras entregas até o fim de 2026.
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Coordenado pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, o programa organiza as ações em três eixos, com soluções específicas para cada perfil de público, desde quem não consegue financiamento até quem já tem acesso ao crédito, mas enfrenta dificuldades para adquirir um imóvel.
Divisão por faixas de renda
O programa é dividido em três modalidades. A Habitação de Baixa Renda é destinada a famílias com renda de zero a três salários mínimos, que hoje não conseguem acessar financiamento habitacional. Nesse caso, o município atua diretamente com políticas públicas para viabilizar o acesso à moradia.
Já a Habitação de Mercado Popular atende famílias com renda entre três e seis salários mínimos. Para esse grupo, a Prefeitura prevê a doação de terrenos, que funcionam como entrada no financiamento, reduzindo o valor inicial necessário e facilitando a aquisição do imóvel.
A terceira faixa, chamada Habitação de Mercado, é voltada a famílias com renda entre seis e dez salários mínimos. Nessa modalidade, os empreendimentos são ofertados com valores mais acessíveis e condições facilitadas, além de incentivos previstos no Plano Diretor para estimular a construção.
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Critérios de participação
Para participar do programa, é necessário ter mais de 18 anos ou ser emancipado, residir em Florianópolis há pelo menos cinco anos, não possuir imóvel e não ter sido beneficiado anteriormente por programas habitacionais.
A seleção das famílias ocorre por meio de um sistema de pontuação, que considera fatores como tempo de moradia na cidade, composição familiar, presença de idosos, crianças ou pessoas com deficiência, além de situações de vulnerabilidade, como doenças crônicas, moradia em área de risco e mulheres chefes de família ou em situação de violência.
Também há pontuação adicional para famílias já atendidas por políticas públicas e reserva de unidades para públicos prioritários, como idosos, pessoas com deficiência e população em situação de rua, em projetos específicos.
Obras em andamento e cadastro
Os primeiros empreendimentos já estão em construção, com destaque para o conjunto habitacional do Alto da Caieira, no Maciço do Morro da Cruz, que deve atender cerca de 180 famílias. A previsão é que as primeiras unidades sejam entregues até o fim de 2026, com ampliação das obras a partir de 2027.
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O cadastro habitacional deve ser feito exclusivamente pela internet, no site. É por meio dele que a Prefeitura identifica o perfil das famílias interessadas e organiza o atendimento dentro do programa. Para se inscrever, é necessário preencher as informações solicitadas e manter os dados atualizados, especialmente telefone e endereço.
Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.

