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Programa Salto: aceleradora prepara a terceira edição e apresenta resultados de 2019

Iniciativa chega a oito cidades catarinenses, impactando 589 microempreendedores                  

07/02/2020 - 14h49

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Programa Salto: aceleradora de MEIs prepara a terceira edição e apresenta resultados de 2019
(Foto: )

No atual cenário socioeconômico brasileiro, em que a taxa de desemprego vem caindo mas o trabalho informal só aumenta, tornam-se cada vez mais importantes as iniciativas focadas no desenvolvimento do microempreendedor, para estruturação e formalização do seu negócio.

Esse é o propósito do Salto: Aceleradora de MEIs, programa idealizado pelo Impact Hub Floripa juntamente com o Cidade Empreendedora, do Sebrae/SC. O programa foi criado para o aprimoramento profissional e pessoal de cada MEI, estimulando suas habilidades empreendedoras e de liderança, o que proporciona crescimento da sua atuação em médio prazo, aumento de renda, geração de novos empregos e, consequentemente, aquecimento da economia.

— Nosso trabalho só é possível devido a gestores públicos e a cidades de visão empreendedora, pois entendem que o desenvolvimento socioeconômico local está relacionado à dignidade e à saúde financeira dos microempreendedores individuais — afirmou Maíra Rodrigues, gestora do Salto no Impact Hub Floripa. Em conjunto com os municípios, o programa identifica quem são esses MEIs interessados em crescer, os engaja e os capacita, contribuindo então para a estruturação de seus negócios.

Principais resultados e próximos passos

Em 2019, a iniciativa chegou a oito cidades catarinenses: Florianópolis, Tijucas, Tubarão, Indaial, Rio do Sul, Timbó, Concórdia e Itapiranga. Foram cerca de 900 inscritos, dos quais 589 participaram pelo menos da primeira fase e 381 chegaram ao final. Do total de integrantes, a maioria foi de mulheres (64%), com média de 30 a 40 anos.

— Pela primeira vez olhei para mim mesma como empreendedora, me senti encorajada a acreditar no meu potencial e valorizar ainda mais o meu negócio. O programa expandiu a minha mente e eu até contratei mais pessoas para trabalhar comigo. Além disso, criei coragem para comprar móveis planejados e repaginar o meu espaço, que, agora, é maior e mais organizado. Espero contratar ainda mais gente — disse Dayana Gonçalves Pereira, designer de sobrancelhas e participante do programa em Tubarão.

Lanchonetes, salões de cabeleireiro e para tratamentos de beleza, lojinhas de artesanato e decoração, pequenas confecções, serviços de limpeza são alguns dos negócios dos microempreendedores participantes. Com a realização do Salto, os MEIs que fizeram parte do programa conquistaram ao todo 9.727 novos clientes, geraram 55 novos empregos e 54% dos participantes tiveram aumento no faturamento.

O relatório completo com os resultados do Salto/2019 em Santa Catarina está disponível neste site.

Além dos microempreendedores, o Salto contou com uma rede de mentores e recebeu mais de 270 inscrições de voluntários para essa função. O mentor do Salto tem o importante papel de guiar os MEIS, oferecendo conteúdo, direcionamento e inspiração, com linguagem acessível e ferramentas que estejam de acordo com a realidade de cada participante. Durante o programa, foram realizados cinco oficinas de capacitação, quatro laboratórios de trocas entre os próprios MEIs e três encontros de mentoria. A maior necessidade de aprimoramento dos participantes foi na área de marketing e vendas (26,6%), seguido por planejamento e gestão estratégica (24,6%) e gestão financeira (21%).

A Metodologia do Salto combina elementos de ponta do mundo das incubadoras e aceleradoras de negócios, com foco no uso das novas mídias e no desenvolvimento profissional e pessoal. Toda técnica é adaptada ao microempreendedor individual, buscando acelerar o seu crescimento de forma sustentável. Com duração de 11 semanas, são três etapas de aceleração – ou “saltos”, na concepção que dá nome ao programa, com os seguintes temas:

1) Foco no autodesenvolvimento do MEI como empreendedor;

2) Foco no negócio (validação do mercado, modelagem de negócio);

3) Foco no crescimento (desenvolvimento de planejamento estratégico e metas).

Para 2020, a organização do Salto está aberta a receber novas cidades interessadas em participar do programa, pois o objetivo é impactar um número ainda maior de MEIs em Santa Catarina e, futuramente, expandir para outras regiões do Brasil. Mais informações e contato pelo site www.saltoaceleradora.com ou pelo email programas.floripa@impacthub.com.br.

Impacto positivo local, nacional e global

Segundo o Sebrae/SC, existem mais de 400 mil microempreendedores individuais em Santa Catarina, o que representa quase a metade do total de empresas do Estado. Estabelecida em 2008 pelo governo federal, esta figura jurídica do MEI foi criada para formalizar quem trabalha por conta própria e já foi adotada por mais de oito milhões de pessoas no país.

O apoio das prefeituras é crucial para a execução do Salto e esse fato foi reconhecido pelos participantes do programa em 2019. Eles passaram a ter uma visão mais positiva de suas cidades e a vê-las como impulsionadoras para seus negócios: 91% consideram que as prefeituras apoiam o MEI na formalização e na capacitação emocional e técnica; 80% consideram como inovadoras ou muito inovadoras as prefeituras que apoiam o Salto.

O maior desafio daqueles que se tornam microempreendedores individuais, como qualquer empresa de outros portes, é manter-se competitivo no mercado, crescer e gerar renda. Ainda que Santa Catarina seja o estado com o menor índice de inadimplência (cerca de 30%) entre os MEIs do país, são poucos os microempreendedores que evoluem ao ponto de se tornar microempresa, ou seja, que superam o limite anual de faturamento de R$ 80 mil por ano – ou um pouco mais de R$ 6 mil por mês. Na verdade, o dado nacional em relação a isso é alarmante: a cada mil MEIs registrados, somente 2 (0,2%) viraram microempresa de um ano para o outro, segundo a Receita Federal e o Portal do Empreendedor.

Apesar do Salto ter um olhar voltado ao desenvolvimento socioeconômico local, seu alinhamento é global e traz benefícios mais amplos. Está estruturado em alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - ODSs, uma agenda mundial com 17 metas globais para o alcance de um desenvolvimento mais justo e sustentável. O programa tem como base as seguintes ODSs: 8) Trabalho decente e crescimento econômico; 10) Redução das Desigualdades; 17) Parcerias e meios de implementação.

— Acreditamos que, ao atuarmos junto aos pequenos empreendedores, daremos um salto rumo a um mundo justo e sustentável, onde os negócios e o lucro são usados a serviço das pessoas e do planeta — declarou Maíra Rodrigues.

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Sobre o Impact Hub Floripa

O Impact Hub é uma rede global de apoio a empreendedores que querem impactar o mundo positivamente. Esse apoio se dá através de: espaços de trabalho compartilhados, onde esses empreendedores de encontram, trabalham, geram novos negócios e se conectam; de eventos inspiradores que geram conteúdos relevantes e promovem o networking; e de programas inovadores que buscam educar e acelerar negócios e pessoas, potencializando o desenvolvimento socioeconômico. São mais de 17 mil membros no mundo e aproximadamente 1 mil localmente. Na Grande Florianópolis existem quatro unidades, no Norte, no Sul da Ilha e centro, na capital catarinense, e na Pedra Branca, em Palhoça.

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