Nem toda placa de trânsito parece óbvia à primeira vista. Algumas são tão incomuns que podem fazer o motorista pensar duas vezes antes de entender a mensagem ou simplesmente sequer entendê-la. Há sinal com avião, vento forte, bonde, corrente na roda e até proibição para carro de mão.
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Apesar da aparência curiosa, esses símbolos fazem parte da sinalização oficial brasileira. A diferença é que muitos aparecem apenas em situações muito específicas, como áreas próximas a aeroportos, vias com VLT, trechos de fronteira, pontes móveis ou locais com restrição de circulação.
O motorista costuma memorizar placas mais comuns, como “pare”, “dê a preferência”, “proibido estacionar” e limite de velocidade. Já os sinais raros acabam ficando esquecidos desde a autoescola.
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Placa com corrente na roda

Uma das placas mais curiosas é a de uso obrigatório de corrente. O símbolo aparece em uma placa circular com borda vermelha e indica que, a partir daquele ponto, o veículo deve usar correntes nas rodas motrizes.
Embora pareça algo ligado apenas à neve, o manual também prevê o uso em vias não pavimentadas com dificuldade de passagem, como atoleiros e terrenos encharcados. A placa é a R-22 e pertence ao grupo de regulamentação, portanto não é apenas um conselho ao condutor.
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A placa da alfândega

Outra que pode confundir é a placa de alfândega, identificada como R-21. Ela tem um traço horizontal preto dentro de um círculo vermelho e indica a presença de uma repartição alfandegária onde a parada é obrigatória.
É o tipo de sinalização mais comum em áreas de fronteira, portos secos ou pontos de controle. Segundo o manual, desrespeitar essa placa caracteriza infração prevista no artigo 208 do CTB.
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Proibido carro de mão

A placa de trânsito proibido a carros de mão parece estranha porque muita gente associa a palavra “carro” apenas a automóveis. Neste caso, porém, o sinal fala de carrinhos manuais usados para transporte de carga.
A placa R-40 indica que esse tipo de equipamento não pode circular a partir do ponto sinalizado, na área, via, pista ou faixa. O manual diz que ela deve ser usada por motivo de segurança ou fluidez do trânsito.
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Ciclista para um lado, pedestre para o outro

Algumas placas também organizam a circulação de bicicletas e pedestres no mesmo espaço. A R-36a, por exemplo, determina ciclistas à esquerda e pedestres à direita. A R-36b faz o inverso.
Não é uma sugestão de convivência. A sinalização regulamenta de que lado cada um deve circular em faixa, via, pista ou passeio. O manual ainda prevê enquadramento para o descumprimento, dependendo da situação.
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Bonde ou VLT na placa

Placas com símbolo de bonde ou VLT também podem parecer fora de contexto para muitos motoristas. Mas elas existem no padrão brasileiro e servem para organizar trechos onde há circulação desse tipo de transporte.
O manual prevê, por exemplo, sinal de circulação exclusiva de VLT/bonde, além de combinações que separam ciclistas, veículos, pedestres e VLT em lados diferentes da via.
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Avião sobre a pista

A placa amarela com o desenho de um avião não significa que o carro está entrando em uma pista de pouso. Ela é o sinal A-43, chamado aeroporto, e serve para advertir o motorista sobre a presença de área aeroportuária próxima.
Ela pode indicar uma região onde aeronaves passam mais baixas, o que pode assustar ou distrair quem dirige. Na lista oficial de advertência, aparece junto de outras placas raras, como passagem de nível, pista dividida e vento lateral.
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Vento lateral

A placa de vento lateral é outra pouco lembrada. Ela aparece com o desenho de uma biruta, aquele indicador usado para mostrar a direção do vento.
O objetivo é alertar para trechos em que rajadas laterais podem afetar a estabilidade do veículo, especialmente em áreas abertas, pontes, viadutos ou rodovias expostas. O sinal aparece como A-44 na relação oficial de advertência.
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Ponte móvel

A placa de ponte móvel também chama atenção. O símbolo mostra uma ponte sobre a água e indica que, adiante, há uma estrutura que pode se movimentar ou abrir para passagem de embarcações.
É um sinal raro para grande parte dos motoristas, mas importante em regiões com rios, canais e tráfego hidroviário. Na lista oficial, ela aparece como A-23.
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Nem toda placa estranha gera multa diretamente
Há uma diferença importante entre os tipos de sinalização. As placas de regulamentação impõem obrigações, restrições ou proibições. Já as placas de advertência alertam para riscos ou mudanças na via.
Isso significa que uma placa amarela de advertência, sozinha, não funciona como uma ordem de multa automática. Mesmo assim, ignorar o alerta pode fazer o motorista entrar em uma situação perigosa ou cometer outra infração logo adiante.
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