O projeto do túnel subaquático que deve ligar os municípios de Itajaí e Navegantes está em fase decisiva. O contrato de financiamento com o Banco Mundial para custear a obra deve ser assinado em fevereiro pelo prefeito Robison Coelho (PL), enquanto atua como presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri).
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O túnel faz parte do Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que dispõe de financiamento de US$ 90 milhões do Banco Mundial, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. O segmento diretamente ligado ao túnel será realizado pelo governo estadual, que assumirá a responsabilidade pela condução do processo de licitação.
O projeto deverá ser realizado no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), reunindo a participação do Governo do Estado e recursos provenientes de financiamento internacional. O acordo firmado com o Banco Mundial, aliado à consolidação técnica do consórcio, tem despertado a atenção de grandes grupos atuantes no setor de infraestrutura.
Confira fotos do projeto 3D do Promobis
De acordo com a Prefeitura de Itajaí, as expectativas são positivas para o andamento da obra e a cidade tem recebido visitas de diversos investidores nos últimos meses. Na segunda-feira (19), por exemplo, um grupo holandês se reuniu no Centro de Inovação com o prefeito Robison Coelho e com representantes da Invest Itajaí. A comitiva se interessou em entender como a engenharia do túnel se encaixa no portfólio de grandes obras de infraestrutura.
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O prefeito ressaltou o interesse de empresas especializadas e o avanço técnico do projeto.
— A iniciativa tem despertado grande interesse de empresas do setor, inclusive de referência mundial. Nesta etapa, recebemos representantes de uma empresa com amplo know-how na elaboração de projetos, que será o foco da contratação inicial para o desenvolvimento do túnel — conta.
A obra do túnel subaquático tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana, fortalecer a integração regional e impulsionar o desenvolvimento econômico do Litoral Norte catarinense.
— O processo está bem encaminhado, com troca de experiências e alinhamento técnico, e a expectativa é de que, em breve, ele seja contratado, permitindo que, futuramente, a obra seja executada e entregue à população — completa Robison Coelho.
Sobre o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável
O Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que começou a ser gestado em 2017, é uma iniciativa pioneira no Brasil, executada por meio de gestão consorciada entre os 11 municípios da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI). A iniciativa busca impulsionar uma transformação urbana por meio da acessibilidade e mobilidade, com a implementação de um sistema de transporte coletivo integrado e multimodal, que seja seguro, inclusivo, confiável e sustentável.
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O projeto engloba três frentes principais: um sistema regional de transporte coletivo com ônibus elétricos e reurbanização de vias, um túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes e a implantação de mobilidade ativa em Balneário Camboriú, por meio do “Programa Caminhos do Mar”.
Através da iniciativa, é esperado redução no tráfego de veículos na BR-101, eliminando filas e congestionamentos, além de alavancar o desenvolvimento socioeconômico de Itajaí e região.
Túnel subaquático entre cidades
Dentre as ações previstas no Promobis, a mais aguardada é o túnel submerso que ligará as cidades de Itajaí e Navegantes, e deve transformar a mobilidade na região. O túnel é previsto para ter profundidade de cerca de 30 metros e a obra deve gerar 11 mil empregos diretos e indiretos.
A previsão é que a estrutura tenha 548 metros de extensão e conte com três faixas de rolamento em cada sentido, incluindo uma exclusiva para o transporte coletivo, além de ciclovia e passagem para pedestres, integrando diferentes formas de deslocamento.
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A estrutura do túnel deve ser construída em módulos. Depois de prontos, eles são transportados para o local de instalação, submersos e vedados. O novo túnel ficará na região da Barra do Rio.
A previsão é que as obras tenham início em 2027, após o cumprimento das etapas técnicas e ambientais necessárias. É prevista cobrança de pedágio, com tarifas estimadas entre R$ 4,50 e R$ 10, dependendo do tipo de veículo.
Investimento
A iniciativa adota um modelo de financiamento híbrido, que integra esforços dos governos estadual e municipal com a participação da iniciativa privada. A distribuição dos recursos ficou definida da seguinte maneira:
- US$ 90 milhões: empréstimo do Banco Mundial;
- US$ 30 milhões: contrapartida dos municípios do consórcio;
- US$ 24 milhões: contrapartida do Governo do Estado;
- US$ 222 milhões: previsão de investimentos privados (PPP).
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Os recursos beneficiarão todos os municípios que fazem parte da AMFRI: Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luiz Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo.








