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Joinville Que Queremos 

Projeto Joinville que Queremos encerra com painel para discutir a mobilidade da cidade

Poder público, iniciativa privada e universidade debateram o futuro da mobilidade na noite desta terça-feira

01/10/2019 - 21h06 - Atualizada em: 01/10/2019 - 21h17

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Hassan
Por Hassan Farias
(Foto: )

A edição sobre mobilidade do projeto Joinville que Queremos encerrou nesta terça-feira com um painel para discutir o tema na cidade. O evento gratuito aconteceu na Unisociesc na noite da última terça-feira. Mediado pelo jornalista da NSC TV, Marcos Pereira, o encontro também teve a presença de três painelistas.

O diretor executivo da Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud), Rafael Bendo, foi o primeiro painelista a falar ao público. Ele abordou sobre as ações e projetos da prefeitura em relação à mobilidade. Entre eles, estão as obras de infraestrutura viária de financiamentos contratados pelo município, o trabalho de simulação de trânsito para otimizar o tempo de deslocamento dos modais e ainda os planos viário, de transportes ativos e de mobilidade.

- Nós temos R$ 200 milhões para investir no transporte público pelo PAC Mobilidade, por exemplo. Com isso, vamos aumentar de 25 para 60 quilômetros de corredores de ônibus na cidade. As concessionárias perderam cerca de 716 mil passageiros no acumulado deste ano e isso nos preocupa. Precisamos evoluir e melhorar para atrair mais usuários - explicou.

O segundo convidado foi o diretor executivo do Ágora Tech Park, Jean Vogel, que contribuiu com a explicação de como a iniciativa privada pode participar da evolução da mobilidade na cidade. Entre os exemplos citados, ele abordou o projeto Perini City Lab, criado há pouco mais de um mês com o objetivo de explorar o Perini Business Park como um grande laboratório para o desenvolvimento de testes e validações para as cidades inteligentes. Dentro disso, uma das principais temáticas é a mobilidade urbana.

- Hoje, se alguém quiser testar um semáforo inteligente na cidade, pode levar um ano para conseguir fazer por meio da prefeitura porque no ambiente público é muito difícil de testar. E no final das contas quem paga o preço é a sociedade esperando uma série de tecnologias. O que a gente quer é oferecer um ambiente privado para trazermos as empresas de qualquer porte para testar e validar tecnologias que vão ajudar a cidade - apontou.

A doutora em engenharia de transportes e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Simone Becker Lopes, também participou falando sobre o papel da universidade no avanço da mobilidade urbana na cidade. Ela citou exemplos de como as análises técnicas realizadas na UFSC, os projetos e aplicações em disciplinas, além dos trabalhos de conclusão de curso orientados na academia podem ser importantes para ajudar no desenvolvimento de Joinville. A especialista também foi uma das entrevistadas nas reportagens publicadas na semana passada nos veículos da NSC Comunicação.

- Nós tivemos um projeto para desenvolver planos de mobilidade dos municípios do Nordeste catarinense, temos um núcleo de pesquisa para desenvolvimento de modos sustentáveis em parceria com a Udesc e ainda trabalhos de conclusão que são feitos e aplicados em Joinville. Um exemplo é o trabalho de um aluno que deu vida ao projeto de Smart Cities usado hoje pela prefeitura - contou.

Após a apresentação dos painelistas, foi aberto o debate entre os convidados e plateia também pôde participar. O público teve a oportunidade de fazer comentários, apresentar sugestões e fazer questionamentos em relação à mobilidade.

Projeto teve reportagens, teste e ação da mobilidade

O painel foi a última etapa do projeto Joinville que Queremos. Durante toda a semana passada, o jornal A Notícia, a NSC TV e a Rádio Globo, veicularam reportagens sobre a mobilidade. Foram apresentados exemplos de modelos que já funcionam em outras cidades, como Amsterdã, Tóquio, Viena, Curitiba e Porto Alegre. Os conteúdos trataram de temas como a necessidade de um transporte multimodal, apresentados exemplos de outros meios de transporte implantados em cidades e que deram certo, além da importância da bicicleta e da confiabilidade no transporte coletivo.

Além disso, também foi reeditado o teste de mobilidade que já havia sido realizado em outros anos, em que percorremos um trajeto de 8,5 quilômetros entre os terminais de ônibus Norte e Sul. Testamos quanto tempo e quais as dificuldades que a bicicleta, o carro, a motocicleta e o ônibus têm ao fazer o percurso.

No domingo, ainda ocorreu uma ação durante a Rua de Lazer para incentivar a comunidade a participar do evento se deslocando de bicicleta, skate, patinete ou à pé.

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