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Manifestação

Protesto em Florianópolis pede prisão de suspeito de empurrar e matar haitiano em São José

Ato para lembrar o Dia do Imigrante acabou se estendendo à memória de Kerby Tingue

25/06/2019 - 18h33 - Atualizada em: 27/06/2019 - 19h33

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Por Samuel Nunes
Por Guilherme Simon
Protesto pediu a prisão do suspeito de matar o haitiano Kerby Tingue
Protesto pediu a prisão do suspeito de matar o haitiano Kerby Tingue
(Foto: )

Um grupo de imigrantes realizou uma caminhada pelas ruas do Centro de Florianópolis. O ato foi realizado para lembrar o Dia do Imigrante, comemorado no Brasil nesta terça-feira (25). No entanto, os manifestantes aproveitaram para pedir justiça, pela morte do haitiano Kerby Tingue.

No dia 3 de junho, Tingue foi empurrado em uma via marginal da BR-101, em São José, na Grande Florianópolis. Um caminhão que passava pelo local acabou atropelando e matando o homem. Passados 22 dias do caso, nenhum suspeito foi preso pela polícia. A vítima tinha 32 anos.

O protesto em Florianópolis foi organizado pela Cáritas, uma entidade que atua em todo o país, em prol da defesa dos direitos humanos. Várias associações que defendem os direitos dos imigrantes também participaram da manifestação.

Segundo os organizadores, cerca de 50 pessoas participaram, sendo a maioria de venezuelanos, que decidiram sair do país natal para tentar uma vida melhor no Brasil.

O grupo também protestou contra o encerramento das atividades do Centro de Referência de Atendimento aos Imigrantes (Crai), prevista para ocorrer em setembro. A passeata saiu da frente da sede da entidade, na Rua Tenente Silveira, e foi até a Catedral Metropolitana, onde a manifestação foi encerrada.

Segundo a psicóloga Isadora Conversano de Azevedo, que trabalha na Cáritas, o fechamento do Crai representa um retrocesso no auxílio aos imigrantes que chegam a Santa Catarina.

— Não temos atualmente políticas públicas voltadas para imigrantes no estado — afirma.

Investigações sobre morte

Responsável pelo caso, o delegado Manoel Galeno, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São José, afirma que a polícia segue apurando o crime e colhendo depoimentos na tentativa de elucidá-lo, mas prefere não dar detalhes para não prejudicar o andamento do trabalho.

— Só poderemos divulgar informações quando o inquérito for concluído — disse.

Tingue tinha 32 anos e morava em Florianópolis há cerca de dois anos e meio
Tingue tinha 32 anos e morava em Florianópolis há cerca de dois anos e meio
(Foto: )

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