Quando as temperaturas caem, é comum que muitas pessoas deixem de lado um dos cuidados mais importantes para a saúde da pele: o uso do protetor solar. Afinal, sem o calor intenso do verão, a sensação é de que a exposição ao sol representa menos riscos.
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Mas essa percepção não corresponde à realidade. Mesmo durante o inverno, a radiação ultravioleta continua presente e pode causar danos cumulativos à pele. Por isso, o uso diário do protetor solar é importante em todas as estações do ano.
O tema também está alinhado ao comportamento do consumidor de beleza. Antienvelhecimento e proteção solar estão entre as tendências do mercado de beleza, impulsionadas pela maior consciência sobre saúde da pele. O mesmo material mostra que 44,2% das mulheres de 30 a 49 anos pesquisam sobre beleza e estética na internet. Fonte: Dados do IBOPE Target Group Index 2025.
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Por que usar protetor solar no inverno?
O protetor solar ajuda a reduzir os danos causados pela radiação ultravioleta, que está associada ao envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma é o tumor maligno mais incidente no Brasil, representando 31,3% do total de casos estimados no país.
Um dos principais pontos de atenção está nos raios UVA. Eles penetram mais profundamente na pele e estão ligados ao envelhecimento precoce, ao surgimento de rugas e manchas. A American Academy of Dermatology explica que os raios UVA podem atravessar vidros de janelas, enquanto os raios UVB são mais associados às queimaduras solares.
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Na prática, isso significa que a exposição não acontece apenas em momentos de lazer, como praia ou piscina. Ela também pode ocorrer no trajeto para o trabalho, durante caminhadas, atividades físicas ao ar livre, ao dirigir ou ao permanecer próximo a janelas.
Dias nublados também exigem proteção
Outro erro comum é acreditar que o protetor solar só precisa ser usado quando o sol aparece forte. Mesmo em dias nublados, a proteção continua sendo necessária.
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O guia Global Solar UV Index, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde em parceria com outras entidades internacionais, aponta que até 80% da radiação UV pode atravessar nuvens leves.
Ou seja: frio, vento ou céu encoberto não eliminam a exposição da pele aos raios solares. Como os efeitos da radiação são cumulativos, a falta de proteção ao longo dos anos pode contribuir para manchas, melasma, perda de elasticidade e envelhecimento precoce.
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Como escolher o protetor solar ideal
Para o uso diário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda produtos com fator de proteção solar, o FPS, 30 ou superior. A entidade também reforça a importância de combinar o filtro solar com outras formas de proteção, como roupas adequadas, chapéus, óculos escuros e sombra em situações de exposição direta.
O ideal é optar por um protetor de amplo espectro, ou seja, que proteja contra os raios UVA e UVB. A American Academy of Dermatology também orienta escolher produtos com FPS 30 ou superior, resistentes à água e com cobertura de amplo espectro.
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Hoje, há opções para diferentes tipos de pele, como versões para pele oleosa, seca, sensível ou acneica. Os protetores com cor também podem ser indicados em alguns casos, especialmente para pessoas com tendência a manchas ou melasma, pois ajudam a proteger contra parte da luz visível quando possuem pigmentos adequados, como óxidos de ferro.
Como aplicar corretamente
A quantidade aplicada faz diferença. Usar pouco produto reduz a eficácia da proteção. O protetor deve ser espalhado de maneira uniforme nas áreas expostas, como rosto, pescoço, colo, orelhas e mãos.
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Em situações de exposição ao ar livre, transpiração intensa ou contato com água, a recomendação é reaplicar o produto ao longo do dia. A American Academy of Dermatology orienta aplicar o protetor antes de sair e reaplicar a cada duas horas quando houver permanência em ambiente externo, ou após nadar e suar.
Para quem usa maquiagem, uma alternativa é aplicar o protetor solar antes da produção e reforçar a proteção com produtos específicos ao longo do dia, como protetor em bastão, pó com FPS ou versões compactas, quando indicadas para o tipo de pele.
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Um cuidado simples que faz diferença ao longo da vida
Criar o hábito de usar protetor solar diariamente é uma das medidas mais eficazes para proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta. Mais do que uma preocupação estética, trata-se de uma atitude preventiva que ajuda a preservar a saúde da pele.
70% dos brasileiros usam produtos de beleza para se sentirem bem consigo mesmos, reforçando a conexão entre cuidado pessoal, bem-estar e confiança.
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Independentemente de o dia estar ensolarado, frio ou nublado, a recomendação dos especialistas é manter a proteção solar como parte da rotina diária.
As orientações são gerais e não substituem a avaliação de um dermatologista, especialmente em casos de manchas, melasma, histórico de câncer de pele, pele sensível ou dúvidas sobre o produto mais adequado.
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Perguntas frequentes sobre protetor solar no inverno
Precisa usar protetor solar no inverno?
Sim. Mesmo nos dias frios, a radiação ultravioleta continua presente e pode causar danos acumulados à pele.
Precisa usar protetor solar em dias nublados?
Sim. Parte da radiação UV consegue atravessar as nuvens, por isso a proteção continua sendo importante mesmo quando o sol não aparece.
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Qual FPS usar no dia a dia?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda produtos com FPS 30 ou superior para uso diário.
Protetor solar ajuda a prevenir manchas?
Sim. O uso regular ajuda a reduzir os efeitos da radiação solar na pele, incluindo manchas, melasma e sinais de envelhecimento precoce.
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Quem trabalha em ambiente fechado também precisa usar?
Depende da rotina. Pessoas que ficam próximas a janelas, dirigem com frequência ou se expõem ao sol no trajeto do dia a dia também podem receber radiação, especialmente UVA.

