Da emoção de um casal que se conheceu ao som do Dazaranha à “meninada” que fez o Jota Quest celebrar mais de 30 anos de carreira, o Atlântida Celebration mostrou neste sábado (4) que a música é capaz de reunir diferentes gerações em um mesmo espaço. Realizado na Arena Opus, em São José, o festival levou milhares de pessoas para acompanhar mais de dez horas de programação com Dazaranha, Lagum, Vitor Kley, Jota Quest e Marina Sena.
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No palco e fora dele, a noite foi marcada por encontros. Logo na abertura, o Dazaranha transformou a Arena Opus em um grande coro de clássicos catarinenses. Entre o público, um casal chamou atenção: eles contaram ao NSC Total que a história de amor começou justamente por causa da banda e que estar no festival era uma forma de celebrar essa trajetória juntos.
— Viemos só por eles! A banda marcou o nosso casamento e nosso amor — conta Vera Campos, de 54 anos, que veio do Rio Grande do Sul junto do marido apenas para ver a banda.
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O marido, Paulo Campos, 60 anos, inclusive, conta que pediu a mulher em casamento ao som do “Daza”, há 20 anos:
— Sinto que a banda acompanhou nossa paixão, e vir aqui hoje, com ela, é muito bonito.
Veja como foi o Atlântida Celebration 2026
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Entre o carinho por SC e os novos fãs
A conexão com Santa Catarina também apareceu nas falas dos artistas. Antes do show, Vitor Kley definiu o Estado como seu “estado do coração”, lembrando da relação construída ao longo da carreira com o público catarinense. No palco, retribuiu o carinho com um show cheio de energia e sucessos cantados do início ao fim.
O Lagum também destacou o carinho que recebe dos catarinenses sempre que passa pelo Estado. A banda mineira levou ao festival um repertório de hits como Deixa e Oi, embalando uma plateia majoritariamente jovem que cantou praticamente todas as músicas.
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Já o Jota Quest mostrou que três décadas de carreira não impediram a banda de continuar conquistando novos fãs. Antes da apresentação, o vocalista Rogério Flausino contou ao NSC Total que estava especialmente ansioso para encontrar o público do Atlântida Celebration:
— A gente estava muito curioso para encontrar essa meninada que veio para ver Lagum, Vitor Kley, Marina Sena… É muito legal perceber que nossas músicas continuam chegando até esse público também.
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Flausino também destacou o papel da Rádio Atlântida nessa aproximação entre diferentes gerações:
— São mais de 30 anos de carreira. A rádio sempre foi muito importante para a gente e continua sendo. Ela ajuda nossas músicas a chegarem em quem já nos acompanha há muito tempo e também aos mais jovens, que acabam descobrindo o Jota Quest por ali.
No palco, a resposta veio em forma de coro. Clássicos como Tempos Modernos e O Sol foram cantados por adolescentes e adultos, enquanto a homenagem a Tim Maia, com Acenda o Farol, elevou ainda mais o astral da Arena Opus.
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Encerrando a programação, Marina Sena levou ao festival a personalidade que a transformou em um dos principais nomes da música brasileira atual.
Para Porã Bernardes, comunicador da Atlântida e um dos idealizadores do festival, era exatamente essa a cena que a organização esperava encontrar.
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— As expectativas foram totalmente supridas. O que a gente viu foi um festival lotado, com público de todas as idades, e esse sempre foi o nosso principal objetivo.
Segundo ele, a escolha do line-up foi determinante para esse resultado.
— Acho que a gente acertou muito na line deste ano, talvez até mais do que na primeira edição. Estou muito orgulhoso do resultado. Foi uma noite cheia de shows e músicas maravilhosas.
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Atlântida Celebration
Depois de estrear em 2025 reunindo milhares de pessoas, o festival retorna com expectativa de atrair público de diferentes regiões de Santa Catarina e também de estados como Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Mais do que uma sequência de apresentações, a segunda edição do Atlântida Celebration consolidou a proposta do festival de criar um espaço onde estilos musicais, artistas e públicos se encontram. Ao fim da noite, o que ficou foi uma Arena Opus tomada por milhares de pessoas cantando juntas — independentemente da idade ou da música que as levou até ali.
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