O homem que foi preso em Balneário Barra do Sul na quarta-feira (9) faz parte de um grupo responsável por fraudes bancárias que somam valores milionários. Ele seria o chefe do esquema. Além dele, outras seis pessoas foram presas, inclusive Julia Garcia Domingues, filha do funkeiro Mr. Catra, que morreu em 2018.

Continua depois da publicidade

Segundo informações do g1, o preso em SC se autointitulava como “imperador do crédito”. Para aplicar o golpe, o grupo que ele chefiava entrava em contato com aposentados e pensionistas para oferecer empréstimos. Como falso pretexto, informavam que a transação seria necessária para quitar contratos anteriores. Eles ainda prometiam juros mais baixos para atrair as vítimas.

— Esses estelionatários se passavam por consultores financeiros e ofereciam propostas para reduzir os juros dos empréstimos. As vítimas, convencidas pelos golpistas, acabavam contratando novos empréstimos. No fim, ficavam com novas dívidas, enquanto os criminosos ficavam com o valor total do 2º contrato — disse a delegada Josy Lima Leal Ribeiro, titular da Delegacia de Defraudações do Rio.

A delegada ainda explica que as vítimas, convencidas pelos golpistas, acabavam contratando novos empréstimos. No fim, ficavam com novas dívidas, enquanto os criminosos ficavam com o valor total do 2º contrato.

Enquanto o preso em SC era chefe da organização, Julia, filha do Mr. Catra, emprestava suas contas bancárias para o esquema.

Continua depois da publicidade

Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou, nos últimos anos, o montante de R$ 5 milhões. Uma das vítimas ficou com uma dívida de R$ 400 mil.

O g1 e a NSC não conseguiram localizar a defesa do homem preso em SC. Já os advogados de Júlia informaram que ela “encontra-se cerceada, na medida em que não foi autorizado pelo judiciário o acesso aos autos processuais, ao arrepio dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, observados no artigo 5, inciso LV, da CRFB”.

Os advogados acrescentam que no dia da prisão eles foram surpreendidos em suas casas com forte aparato policial para cumprimento do mandado de prisão preventiva. No mesmo dia a defesa protocolou petição no processo, pedindo acesso aos autos com a finalidade de exercer seus direitos constitucionais, mas até o momento o juiz responsável não autorizou tal acesso.

A defesa ainda diz que “estão acautelados, aguardando audiência de custódia, acreditando no cumprimento do princípio constitucional do devido processo legal, com fulcro no artigo 5, LIV, CRFB, para esclarecer acerca das imputações que recaem sobre eles”, informou nota ao g1.

Continua depois da publicidade

Leia também

Grupo armado aterroriza vizinhança e ataca homem com facão em Canoinhas

Laudo revela como aconteceu acidente na BR-280 que matou padre de SC

Grupo que fraudava contas de energia elétrica é alvo de operação em SC e mais quatro estados