Apesar de não ter sido criado aqui, o Carnaval foi adotado pela cultura brasileira e tornou-se referência para o mundo. Seja nas festividades nas ruas com os blocos e trio elétricos, ou nos desfiles das Escolas de Samba, esse período é de grande expressão e alegria para boa parte da população. O Carnaval também é fundamental para a economia e o turismo de várias cidades do país. Continue a leitura para saber quando o Carnaval chegou no Brasil e como a festa foi consolidada no país

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Veja fotos do Carnaval 2023 em SC

Como o Carnaval começou e como chegou no Brasil

O Carnaval tem origem europeia e há registros de uma festa nesse período do ano desde antes do Cristianismo, para celebrar os períodos de colheita. Mas, durante a idade média e o início da idade moderna, vários locais do Velho Continente se notabilizaram com uma festa nesse período de início da Quaresma.

Dentre elas estão o Entrudo Português e as Festas de Máscaras da Itália. Por influência portuguesa, foi aí que o Carnaval chegou ao Brasil. De acordo com um artigo no site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a primeira edição do “Entrudo” chegou ao Rio de Janeiro, capital da colônia portuguesa, no ano de 1641.

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Porém, essa festa demarcava também uma segregação entre as classes mais abastadas e os mais pobres. Conforme o texto da UFRB, enquanto os escravos faziam o entrudo nas ruas, celebrando, com os rostos pintados jogando farinhas e bolinhas de água de cheiro, a classe mais alta ficava em suas casas com eventos privados.

Como o Carnaval se tornou símbolo do Brasil

Com o passar do tempo, as dinâmicas do entrudo foram se suavizando e a festa foi ganhando uma nova cara. Segundo a UFRB, entre o fim do Século XIX e o início do Século XX, surgiram as marchinhas de Carnaval e as primeiras Escolas de Samba no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, na Bahia, surgiam os primeiros Afoxés, as celebrações para lembrar as culturas africanas.

Ao longo dos anos iniciais do século passado, o Carnaval e os Desfiles das Escolas de Samba foram se consolidando no cenário cultural do Brasil. Historiadores apontam que houve uma adaptação do evento para se encaixar nos parâmetros de repressões dos governos de Getúlio Vargas nos anos 1930 e 1940. Porém, foi em meados do século que o patamar começou a mudar.

Primeiramente, na década de 50, foi criado o primeiro trio elétrico em Salvador, algo que colocaria a capital baiana no mapa do Carnaval brasileiro. No Rio de Janeiro, por outro lado, a década de 60 marcou o início do crescimento dos Desfiles das Escolas de Samba. Isso aconteceu porque empresários do Jogo do Bicho e de outros setores começaram a ver as Escolas como oportunidade de investimento.

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Enquanto isso, a Prefeitura do Rio de Janeiro armou arquibancadas e passou a cobrar ingressos dos desfiles. Algo que se repetiu em outras cidades como São Paulo. Isso tudo somado ao trabalho de divulgação do cinema e das grandes redes de TV começou a atrair os olhos do mundo para o Carnaval do Brasil.  

Por fim, a UFRB aponta que a construção do sambódromo na Marquês de Sapucaí foi o marco final dessa expansão. Já que a edificação projetada por Oscar Niemeyer deu espaço para que o desfile ganhasse dimensões nunca antes vistas, se tornando um evento único e que traz turistas do mundo todo.

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