As informações iniciais apuradas indicam que o avião que caiu na manhã desta sexta-feira (3) em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, saiu do interior de São Paulo e passou por Santa Catarina antes do acidente. Quatro pessoas morreram na tragédia, incluindo um casal e dois pilotos.
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Como foi a queda do avião
Qual foi o trajeto percorrido pelo avião
O monomotor, de prefixo PS-RBK, decolou de Itápolis, cidade do interior do estado de São Paulo, depois realizou uma parada programada no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilinha, município do Sul catarinense, para abastecer.
De lá, os pilotos Nelio Pestana e Renan Saes seguiram até Capão da Canoa, no Norte do Rio Grande do Sul, para buscar o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Ortolani.
Ao embarcar os passageiros, no Centro do Fromação Aeropolicial (CFAer) — localizado no Aeroporto da Brigada Militar —, a aeronave levantou voo novamente, com destino a São Paulo.
Queda de avião
A queda do avião aconteceu às 10h38min em uma área residencial próxima ao aeródromo de Capão da Canoa. Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar, a aeronave colidiu contra um poste no final da pista de decolagem e caiu sobre um restaurante e cerca de 10 casas.
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“A aeronave estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”, informou ainda um comunicado da Brigada Militar (BM).
Câmeras de segurança registraram o momento da queda do avião na Avenida Waldomiro Cândido dos Reis, no bairro Santa Luzia. O forte barulho, junto com a fumaça e o fogo, assustou moradores que passavam pelo local no momento.
O casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Ortolani e os pilotos Nelio Pestana e Renan Saes morreram durante a queda do avião.
Déborah e Luis eram os sócios e administradores da tradicional Feira de Ibitinga, evento de enxovais e bordados no interior de São Paulo. Eles estavam indo para a feira nesta sexta-feira.
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Engenheiro de produção, Renan Saes era sócio de uma concessionária de aeronaves, onde atuava ao lado de um amigo. A empresa operava na aviação executiva, com foco na compra e venda de aeronaves, além de oferecer consultoria técnica e gestão operacional.
Já Nélio Maria Batista Pessanha era um campista, que é a pessoa que exerce a prática do campismo: acampar e viver em barracas ao ar livre. Ele era habilitado a pilotar jatos executivos em todo o mundo.
Apesar dos estragos causados nos imóveis atingidos pela aeronave, ninguém em solo ficou ferido. O restaurante estava fechado no momento do acidente aéreo, já moradores de uma residência conseguiram deixar o local sem ferimentos.









