A morte da tradição nunca foi uma opção para a família Luft e Tonezer, mas reinventá-la, sim. Foi assim que uma queijaria familiar no interior de Guatambu, no Oeste de Santa Catarina, encontrou nos queijos recheados uma forma de se destacar em meio a um mercado competitivo e cada vez mais exigente.
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A ideia nasceu da necessidade de inovar e o resultado foi um produto que chama atenção já no primeiro olhar e conquista de vez no primeiro pedaço.
— Tem muita concorrência no mercado, então pensamos em fazer um produto diferente — diz, conta a produtora Carla Denise Luft, que está à frente da produção ao lado do marido, Zenair Tonezer, e do sócio Alessandro Picolli.
Hoje, a queijaria produz uma variedade de sabores que fogem do convencional. Entre as opções doces, estão os recheios de figo, goiabada e avelã. Já nas versões salgadas, há combinações como requeijão com calabresa, tomate seco e azeitona.
Apesar da diversidade, um sabor lidera a preferência dos clientes: o queijo com goiabada.
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— Todos vendem bem, mas o mais procurado é o de goiabada. E os doces, no geral, são os que mais chamam atenção, porque são muito diferentes — explica Carla.
Essa diferença tem sido o principal atrativo. Segundo a produtora, muitos consumidores chegam até a propriedade movidos pela curiosidade.
— Quando as pessoas veem o queijo recheado, ficam curiosas para provar, porque é algo que não se encontra facilmente nos mercados — relata.

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Produção artesanal e crescimento constante
Mesmo com o aumento da demanda, a produção mantém características artesanais. Todo o processo é feito manualmente, o que exige atenção e cuidado em cada etapa.
– É um trabalho que precisa de muito cuidado para os queijos ficarem perfeitos – destaca Carla.
O crescimento da procura pelos produtos se reflete diretamente nos números. Atualmente, a produção mensal chega a cerca de 1.000 quilos, volume que vem aumentando conforme o público conhece e aprova os queijos.
– A produção aumentou bastante. As pessoas foram conhecendo e as vendas cresceram cada vez mais – afirma.

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Qualidade da matéria-prima como prioridade
Outro ponto central para o sucesso da queijaria é o cuidado com a matéria-prima. O leite utilizado na produção é adquirido diretamente de produtores da região, fortalecendo a cadeia local.
Além disso, há um controle rigoroso de qualidade. Todas as análises exigidas pela legislação são realizadas dentro da indústria, e o leite de cada fornecedor passa por avaliações mensais individuais.
– A gente garante a qualidade desde a origem. Isso faz toda a diferença no produto final – ressalta.
Da propriedade para a mesa do consumidor
A comercialização dos queijos acontece principalmente de forma direta, na própria propriedade, o que fortalece o vínculo com os clientes. Também há vendas sob encomenda para mercados da região, ampliando o alcance dos produtos.
O contato direto com o consumidor, inclusive, permite acompanhar de perto a aceitação dos sabores e identificar novas oportunidades.
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Tradição que evolui
Ao longo dos anos, a produção de queijo passou por diversas transformações, com a industrialização, a pasteurização, o uso de culturas lácteas selecionadas e a mecanização dos processos.
Mesmo inserida nesse contexto, a queijaria de Guatambu busca equilibrar inovação e tradição, mantendo o cuidado artesanal sem abrir mão das exigências sanitárias e tecnológicas.
Olhar no futuro
Com a aceitação crescente do público, os planos agora são de expansão. A ideia é aumentar a produção e investir em novos sabores, mantendo a essência que tornou o negócio conhecido: surpreender.
– Queremos ampliar e lançar novos produtos, sempre buscando inovar – projeta Carla.
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